CPIs
De forma pouco modesto,
Ao contrário bem viril,
Quero mostrar meu protesto
A capital do Brasil.
Não a cidade majestosa
Que JK edificou.
Mas a coisa vergonhosa
Que aquilo se transformou.
Na verdade a minha crítica
Com estes meus versos críticos,
Não é a cidade, nem a política,
Mas aos corruptos políticos.
Da esperança de um povo
Que clama: ordem e progresso.
Em grande covil de lobos,
Tornou-se nosso Congresso.
CPI pra todo lado.
Pra tudo tem comissão.
É CPI do Banestado,
CPI do Mensalão.
Parece ataque de pulgas,
Nada satisfaz a ganância,
CPI das Sanguessugas,
CPI das Ambulâncias.
Na arena de gigantes
CPI virou tormento.
Fizeram até CPI
Dos anões do orçamento.
Tem a CPI dos Bingos,
E do Apagão Aéreo.
Só escrevendo me vingo,
Mas ninguém me leva a sério.
Eu vou parar de escrever,
Antes que chegue ao Congresso,
Se não vão querer fazer
A CPI dos meus versos.
Francis Gomes
terça-feira, 31 de agosto de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
Um Grande artista escondido
Como falo este blog é totalmente dedicado aos meus irmãos nordestino, por isso não poderia nunca deixar de prestar uma homenagem ao meu amigo e poeta que teima em se esconder.
Aos que ainda não conhecem Denivaldo Araújo, eu vos apresento um grande artista, um grande poeta, a simplicidade em pessoa, e apaixonado pelo nordeste como eu.
vejam as obras maravilhosas do artista.
Aos que ainda não conhecem Denivaldo Araújo, eu vos apresento um grande artista, um grande poeta, a simplicidade em pessoa, e apaixonado pelo nordeste como eu.
vejam as obras maravilhosas do artista.
MINHA PELE É NORDESTINA
A cor de minha pele
Minha pele não é branca, não é preta, nem amarela
Minha pele tem a cor do meu povo
Do meu estado
Da minha terra,
De minha cidade
Do meu rio
Do meu açude
Da minha roça
Do colégio onde estudei
Das veredas que pisei.
A cor da minha pele não está
Descrita em meus documentos,
Ela está cravada no meu coração,
No orgulho que sinto de ser nordestino
Cearence,
Fariasbritence,
Minha pele tem a cor do meu amor
Minha pele sem dúvida nenhuma tem a cor do sertão
Queimada do sol
Banhada pela lua
Soprada pelo vento agreste
Ela tem uma cor especial
E sinto orgulho em dizer:
Minha pele é nordestina.
O ESCRITOR NAS RUAS E NAS ESCOLAS
O escritor Ademiro Alves, o Sacolinha, alem de levar a boa literatura e a alegria contagiosa que tem por ser uma pessoal muito carismática, ele aproxima os leitores do escritor fazendo os lançamentos de seus livros em vários saraus por São Paulo, neste dia 28/08/2010 foi a vez de Ermelino Matarazzo, na Tenda Literária na Vila Cisper e do sarau dos Mesquiteiros.
vejam as fotos, mas observem também os próximos lançamentos e prestigie o escritor
o escritor Sacolinha e a Nankin Editorial convidam para o lançamento dos livros
ESTAÇÃO TERMINAL
e
PERIPÉCIAS DE MINHA INFÂNCIA
Ilustrações do artista plástico Beto
Dia 12 de agosto de 2010, às 20h
Local: Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi
Rua Benjamin Constant, 682 - Centro Suzano - SP
Informações (11) 6680-4065
Evento gratuito, realizado das 20h às 23h
Preço dos livros:
Estação Terminal - R$15,00
Peripécias de minha infância - R$20,00
CARAVANA DE LANÇAMENTOS
Agosto
14/8 20h: Pavio da Cultura - Suzano
18/8 21h: Cooperifa - Piraporinha
21/8 14h: Loja Suburbano ConvIcto - Bela Vista
21/8 18h: Sarau dos Umbigos - Itaim Paulista
25/8 17h: Livraria Alpharrábio - Santo André
26/819h: Sarau do Rap - Ação Educativa
28/816h: Tenda Literária - Vila Cisper
28/818h: Sarau dos Mesquiteiros - Ermelino Matarazzo
29/8 - 17h: Récita Maloqueirista - Consolação
29/8 - 20h: Sarau Encontro de Utopias - Consolação
Setembro
02/9 - 20h: Sarau Elo da Corrente – Pirituba
06/9 - 21h: Sarau do Binho - Campo Limpo
09/9 - 20h: Sarau ZAP - Pompeia
10/9 - 19h: Sarau na Mário de Andrade - SP
12/9 - 17h: Sarau da Ademar - Cidade Ademar
18/9 - 14h: O Autor na Praça - Pinheiros
18/9 - 20h: Sarau da Brasa - Vila Brasilândia
25/9 - 20h: Sarau Palmarino - Embu das Artes
26/9 - 18h30: Sarau de Arte e Poesia - Carapicuíba
NANKIN EDITORIAL
Rua Tabatingüera, 140, 8° andar, cj. 803
Centro - São Paulo - CEP 01020-000
Tels. (0••11) 3106-7567, 3105-0261 - Fax (0••11) 3104-7033
www.nankin.com.br – e-mail: nankin@nankin~com.br
O artista vai onde o povo está
vejam as fotos, mas observem também os próximos lançamentos e prestigie o escritor
o escritor Sacolinha e a Nankin Editorial convidam para o lançamento dos livros
ESTAÇÃO TERMINAL
e
PERIPÉCIAS DE MINHA INFÂNCIA
Ilustrações do artista plástico Beto
Dia 12 de agosto de 2010, às 20h
Local: Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi
Rua Benjamin Constant, 682 - Centro Suzano - SP
Informações (11) 6680-4065
Evento gratuito, realizado das 20h às 23h
Preço dos livros:
Estação Terminal - R$15,00
Peripécias de minha infância - R$20,00
CARAVANA DE LANÇAMENTOS
Agosto
14/8 20h: Pavio da Cultura - Suzano
18/8 21h: Cooperifa - Piraporinha
21/8 14h: Loja Suburbano ConvIcto - Bela Vista
21/8 18h: Sarau dos Umbigos - Itaim Paulista
25/8 17h: Livraria Alpharrábio - Santo André
26/819h: Sarau do Rap - Ação Educativa
28/816h: Tenda Literária - Vila Cisper
28/818h: Sarau dos Mesquiteiros - Ermelino Matarazzo
29/8 - 17h: Récita Maloqueirista - Consolação
29/8 - 20h: Sarau Encontro de Utopias - Consolação
Setembro
02/9 - 20h: Sarau Elo da Corrente – Pirituba
06/9 - 21h: Sarau do Binho - Campo Limpo
09/9 - 20h: Sarau ZAP - Pompeia
10/9 - 19h: Sarau na Mário de Andrade - SP
12/9 - 17h: Sarau da Ademar - Cidade Ademar
18/9 - 14h: O Autor na Praça - Pinheiros
18/9 - 20h: Sarau da Brasa - Vila Brasilândia
25/9 - 20h: Sarau Palmarino - Embu das Artes
26/9 - 18h30: Sarau de Arte e Poesia - Carapicuíba
NANKIN EDITORIAL
Rua Tabatingüera, 140, 8° andar, cj. 803
Centro - São Paulo - CEP 01020-000
Tels. (0••11) 3106-7567, 3105-0261 - Fax (0••11) 3104-7033
www.nankin.com.br – e-mail: nankin@nankin~com.br
O artista vai onde o povo está
pousando de malandro.
Sacolinha divulgando seus livros
Deve ter visto o Caipira feio
Mano Cákis
o que será que ele viu!
do povo para o povo Francis
Dura frase para quem não olha para o povo.
Frase sagrada
Mano Cákis no palco
Fã do Escritor Sacolinha admira a camiseta
![]() |
Francis vai aos fãs |
Este dia 28/08/2010 foi uma correria total com tantos eventos literários acontecendo, e o melhor, muitos com a participação do Francis Gomes, tantos que infelizmente não foi possível comparecer a todos, por por falta de tempo e quero pedir desculpa ao meu amigo Gil por não ter comparecido ao seu sarau no Centro cultural de Palmeiras, infelizmente não foi possível, participei de três eventos ontem, um em Guaianazes e dois em Ermelino Matarazzo, mas prometo que assim que surgir uma oportunidade pagarei esta divida que tenho com o caro amigo.
Continuando eu Francis juntamente com o poeta e escritor Guel Brasil, fomos a Escola Eusébio de Sousa Filho em Guaianazes, a convite da Professora Maria Cristina, participar de uma exposição folclórica dos alunos.
Foi maravilhoso, pudemos voltar ao passado, vendo as brincadeiras, e os brinquedos ingénuos, e simples criados pelas crianças, coisas que hoje quase nem existe mais.
Quero agradecer a professora Maria Cristina, as outras professoras e coordenadoras da escola e todos os alunos e alunas pelo caloroso afeto como nos receberam, vejam as fotos a baixo como foi fantástico.
Continuando eu Francis juntamente com o poeta e escritor Guel Brasil, fomos a Escola Eusébio de Sousa Filho em Guaianazes, a convite da Professora Maria Cristina, participar de uma exposição folclórica dos alunos.
Foi maravilhoso, pudemos voltar ao passado, vendo as brincadeiras, e os brinquedos ingénuos, e simples criados pelas crianças, coisas que hoje quase nem existe mais.
Quero agradecer a professora Maria Cristina, as outras professoras e coordenadoras da escola e todos os alunos e alunas pelo caloroso afeto como nos receberam, vejam as fotos a baixo como foi fantástico.
Guel Brasil, pede um tempo
Guel Brasil entra em cena
ele toca seu berrante
Francis começa a apresentação
evento lotado
foi pra galera
o artista vai onde o povoe está
esta criança me deixa louco. rsss
Guel Faz o cordel o lobisomem
publico de toda idade
Guel e Maria Cristina
Barquinhos de papel feitos pelas crianças
professoras
obras das crianças
professores
este sorriso nos faz acreditar que nosso trabalho vale a pena
Diretora e professora posam pra foto
Mais Francis no meio do povo
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
O encontro
Amado não pela sua fama, mas por sua elegância e carisma, com uma beleza natural, um galanteador nato, apesar de ser considerado um gigante, tem suavidade em suas ações, só quando impulsionado por força da natureza, se altera do seu estado normal, e quando fica nervoso causa alguns estragos, mas nada comparado a grandiosidade de suas atos de bondade, em colaborar com a sobrevivência humana. Corre dia e noite sem se preocupar com horário nem distância a fim de alimentar alguns famintos, que vê nele a única forma de viver para não morrer de fome.
Por onde passa todos ficam encantados, homens, mulheres, crianças, até os animais exprimem felicidade ao vê-lo. Na verdade sempre foi e continua sendo uma espécie de deus. O carinho que as pessoas demonstram, apesar de que antigamente o tratavam melhor, a forma carinhosa como as mulheres se referem a ele, deixa os homens morrendo de inveja, querendo ser semelhante, mesmo sabendo que isto seria humanamente impossível. Sem sombra de dúvida, é esplendido! Uma criação perfeita do Deus todo poderoso.
Além de grandioso em beleza, sua bondade ajuda muitas pessoas, dando o máximo de si, o que tem de melhor. Dele só sai coisas boas, capaz de fortalecer o corpo, sua beleza enche os olhos de maneira que até a alma vibra de alegria ao vê-lo. Nada pede em troca, a não ser o respeito e o cuidado que todos têm para com ele, é o suficiente para deixá-lo satisfeito. Apesar de que nos dias atuais muitos não o tratam como os antigos tratavam, alguns o ferem atirando lixos e muitas outras coisas que o deixa triste a ponto de se entregar e desaparecer da face da terra. Mas ele é guerreiro, valente e não se entrega.
Pelas muitas cidades e estados diferentes por onde passa (pois é um eterno viajante) faz uma legião de fãs. Alguns o reverenciam, jogando flores, outros o agradecem por toda sua bondade, como se suas vidas sem ele não existissem, ou no mínimo muito tristes, cheias de dificuldades.
Perto dele até os pássaros cantam de alegria, formando um lindo coral, acompanhados por uma orquestra regida pelo sabiá de peito branco, pelos galos campina, canários da terra, azulões e muitos outros. Parece uma serenata a pessoa amada, em noites de lua cheia. Um louvor a um deus na terra, com uma diferença, este amor demonstrado é verdadeiro, puro, sem fingimento, eterno, só a morte de um ou outro pode por um fim neste amor, porém, ele parece ser imortal, mas na verdade não é. Por onde passa leva consigo lágrimas de felicidades e de tristezas, muitos choram quando pensam que um dia pode perdê-lo, que algum dia, pessoas inconscientes, com atos inconseqüentes e criminosos possam matá-lo, e assim desaparecer para sempre da face da terra, esta criatura adorável.
A existência dele na terra, para muitos, é tão necessária como o ar que respiramos para sobreviver, muitos sem ele nem existiria, e se um dia o matarem, junto com ele morrerá uma nação, porque certamente jamais haverá outro igual. Assim como a lua que entra de casa em casa pelas frestas das portas e janelas, se derrama e se espalha pelas matas e ruas da cidade, roubando para si, adoração dos poetas, do mesmo modo é para com ele, um santuário, onde os adoradores reverenciam mais a criatura que ao criador. Muitos o amam, o veneram, o adoram a ponto de agradecê-lo mais por sua existência que ao próprio Deus que o criara. O tempo passa, mas isso não significa nada, quanto mais velho, mais pessoas o amam e agradecem por ele ser o que é e como é. Respeitado por adultos e crianças, ninguém ousa fazê-lo mau algum, mas sempre há um inconseqüente para contrariar.
As crianças brincam com ele, e não se vê malícia, as mocinhas, quando estão a sós, mesmo sabendo que ele nunca olharia para isso, exibem-se nuas para ele, acariciando todos os contornos dos seus corpos virgens. Contavam-lhe suas fantasias, seus sonhos e desilusões. Além de todas estas qualidades, é um bom confidente. Todos têm extrema confiança nele, certeza absoluta, que nunca ninguém saberá sobre o que lhe falam, a não ser que alguém escute a conversa, porque se depender dele nunca outra pessoa ficará sabendo.
Ele realmente é demais, incomparável, muitos o invejam. Alguns homens têm ciúmes não propriamente dele, mas o que pode acontecer próximo dele, sua beleza enfeitiça os amantes, a ponto de muitas vezes fazer dele, testemunha de um amor verdadeiro e também de muitas traições. Mas seu estilo de vida não permite que se envolva nestes assuntos. Na verdade ele não dá motivos para isso, por mais que lhe faltem ao respeito, respeita a todos, mas muitos homens são simplesmente um poço de ciúmes, enxerga malícia em tudo, alguns nem permitem que suas mulheres se aproximem dele sozinhas, não com medo de suas ações, mas o que poderia acontecer ao seu lado.
Todavia é do ser humano, por mais que seja aventureiro, ter um lugar para descansar. Com ele não seria diferente. A adoração do povo para com o mesmo é inexplicável. Os que sabem onde fica o lugar de seu repouso vão vê-lo chegando à sua casa. Eu nunca tive a oportunidade de acompanhá-lo até sua morada fixa. Dizem os que o viram que realmente é um cenário maravilhoso.
Contam os mais velhos, que até filmagem para programa de televisão já fizeram, a fim de mostrar ao mundo como age um verdadeiro galanteador ao encontrar a quem ama após uma longa jornada. Ansioso, parece alguém enlouquecido de saudades, um amante jogando-se nos braços do seu amor, sendo acolhido nos seus seios com carícias e abraços mútuos. Na verdade entrega-se profundamente, completamente enlouquecido de desejos e paixão como um cavalheiro trata sua dama, amada e companheira. Como um poeta faz a sua musa, entre sussurros e beijos, recitando-lhe versos românticos ao ouvido, verdadeiras declarações de amor. Assim ele faz.
Um amor eterno de grandes amantes, enquanto um viaja o outro espera, recebe muitas visitas, mas não o trai, e após encontrarem-se, não se separam jamais, viverão eternamente grudados um ao outro. Assim é, e sempre será encantador e deslumbrante por onde passar. Assim tão magnífico é, e será de séculos em séculos enquanto o homem, causador da poluição e destruidor das maravilhas que Deus criou, não destruir, o Rio São Francisco por todo seu percurso, ajudando o povo nordestino, as famílias ribeirinhas e o seu encontro com o mar.
Francis Gomes
Amado não pela sua fama, mas por sua elegância e carisma, com uma beleza natural, um galanteador nato, apesar de ser considerado um gigante, tem suavidade em suas ações, só quando impulsionado por força da natureza, se altera do seu estado normal, e quando fica nervoso causa alguns estragos, mas nada comparado a grandiosidade de suas atos de bondade, em colaborar com a sobrevivência humana. Corre dia e noite sem se preocupar com horário nem distância a fim de alimentar alguns famintos, que vê nele a única forma de viver para não morrer de fome.
Por onde passa todos ficam encantados, homens, mulheres, crianças, até os animais exprimem felicidade ao vê-lo. Na verdade sempre foi e continua sendo uma espécie de deus. O carinho que as pessoas demonstram, apesar de que antigamente o tratavam melhor, a forma carinhosa como as mulheres se referem a ele, deixa os homens morrendo de inveja, querendo ser semelhante, mesmo sabendo que isto seria humanamente impossível. Sem sombra de dúvida, é esplendido! Uma criação perfeita do Deus todo poderoso.
Além de grandioso em beleza, sua bondade ajuda muitas pessoas, dando o máximo de si, o que tem de melhor. Dele só sai coisas boas, capaz de fortalecer o corpo, sua beleza enche os olhos de maneira que até a alma vibra de alegria ao vê-lo. Nada pede em troca, a não ser o respeito e o cuidado que todos têm para com ele, é o suficiente para deixá-lo satisfeito. Apesar de que nos dias atuais muitos não o tratam como os antigos tratavam, alguns o ferem atirando lixos e muitas outras coisas que o deixa triste a ponto de se entregar e desaparecer da face da terra. Mas ele é guerreiro, valente e não se entrega.
Pelas muitas cidades e estados diferentes por onde passa (pois é um eterno viajante) faz uma legião de fãs. Alguns o reverenciam, jogando flores, outros o agradecem por toda sua bondade, como se suas vidas sem ele não existissem, ou no mínimo muito tristes, cheias de dificuldades.
Perto dele até os pássaros cantam de alegria, formando um lindo coral, acompanhados por uma orquestra regida pelo sabiá de peito branco, pelos galos campina, canários da terra, azulões e muitos outros. Parece uma serenata a pessoa amada, em noites de lua cheia. Um louvor a um deus na terra, com uma diferença, este amor demonstrado é verdadeiro, puro, sem fingimento, eterno, só a morte de um ou outro pode por um fim neste amor, porém, ele parece ser imortal, mas na verdade não é. Por onde passa leva consigo lágrimas de felicidades e de tristezas, muitos choram quando pensam que um dia pode perdê-lo, que algum dia, pessoas inconscientes, com atos inconseqüentes e criminosos possam matá-lo, e assim desaparecer para sempre da face da terra, esta criatura adorável.
A existência dele na terra, para muitos, é tão necessária como o ar que respiramos para sobreviver, muitos sem ele nem existiria, e se um dia o matarem, junto com ele morrerá uma nação, porque certamente jamais haverá outro igual. Assim como a lua que entra de casa em casa pelas frestas das portas e janelas, se derrama e se espalha pelas matas e ruas da cidade, roubando para si, adoração dos poetas, do mesmo modo é para com ele, um santuário, onde os adoradores reverenciam mais a criatura que ao criador. Muitos o amam, o veneram, o adoram a ponto de agradecê-lo mais por sua existência que ao próprio Deus que o criara. O tempo passa, mas isso não significa nada, quanto mais velho, mais pessoas o amam e agradecem por ele ser o que é e como é. Respeitado por adultos e crianças, ninguém ousa fazê-lo mau algum, mas sempre há um inconseqüente para contrariar.
As crianças brincam com ele, e não se vê malícia, as mocinhas, quando estão a sós, mesmo sabendo que ele nunca olharia para isso, exibem-se nuas para ele, acariciando todos os contornos dos seus corpos virgens. Contavam-lhe suas fantasias, seus sonhos e desilusões. Além de todas estas qualidades, é um bom confidente. Todos têm extrema confiança nele, certeza absoluta, que nunca ninguém saberá sobre o que lhe falam, a não ser que alguém escute a conversa, porque se depender dele nunca outra pessoa ficará sabendo.
Ele realmente é demais, incomparável, muitos o invejam. Alguns homens têm ciúmes não propriamente dele, mas o que pode acontecer próximo dele, sua beleza enfeitiça os amantes, a ponto de muitas vezes fazer dele, testemunha de um amor verdadeiro e também de muitas traições. Mas seu estilo de vida não permite que se envolva nestes assuntos. Na verdade ele não dá motivos para isso, por mais que lhe faltem ao respeito, respeita a todos, mas muitos homens são simplesmente um poço de ciúmes, enxerga malícia em tudo, alguns nem permitem que suas mulheres se aproximem dele sozinhas, não com medo de suas ações, mas o que poderia acontecer ao seu lado.
Todavia é do ser humano, por mais que seja aventureiro, ter um lugar para descansar. Com ele não seria diferente. A adoração do povo para com o mesmo é inexplicável. Os que sabem onde fica o lugar de seu repouso vão vê-lo chegando à sua casa. Eu nunca tive a oportunidade de acompanhá-lo até sua morada fixa. Dizem os que o viram que realmente é um cenário maravilhoso.
Contam os mais velhos, que até filmagem para programa de televisão já fizeram, a fim de mostrar ao mundo como age um verdadeiro galanteador ao encontrar a quem ama após uma longa jornada. Ansioso, parece alguém enlouquecido de saudades, um amante jogando-se nos braços do seu amor, sendo acolhido nos seus seios com carícias e abraços mútuos. Na verdade entrega-se profundamente, completamente enlouquecido de desejos e paixão como um cavalheiro trata sua dama, amada e companheira. Como um poeta faz a sua musa, entre sussurros e beijos, recitando-lhe versos românticos ao ouvido, verdadeiras declarações de amor. Assim ele faz.
Um amor eterno de grandes amantes, enquanto um viaja o outro espera, recebe muitas visitas, mas não o trai, e após encontrarem-se, não se separam jamais, viverão eternamente grudados um ao outro. Assim é, e sempre será encantador e deslumbrante por onde passar. Assim tão magnífico é, e será de séculos em séculos enquanto o homem, causador da poluição e destruidor das maravilhas que Deus criou, não destruir, o Rio São Francisco por todo seu percurso, ajudando o povo nordestino, as famílias ribeirinhas e o seu encontro com o mar.
Francis Gomes
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Aos meus irmãos
O ENCANTO DO NEGRO
Eu gostaria de ser um poeta, um poeta de verdade,
Para descrever através dos meus versos
Nas entrelinhas de minha poesia,
A vida e seus momentos diversos.
E através dos versos, na melodia das rimas,
Alegrar o coração dos que vivem em prantos.
Fazer vibrar de alegria, os que andam tristes,
E se possível apagar da vida o desencanto.
Mesmo que fosse por um segundo,
Mas eu pudesse mostrar ao mundo,
Do negro o verdadeiro encanto.
Eu não descreveria aquele grito tristonho,
De um negro preso em uma senzala.
Nem tão pouco aquele grito de dor
De uma mulher negra, chamada escrava,
Tratada como um animal selvagem,
Gritando no tronco, quando um chicote surrava.
Não, eu não descreveria tal coisa,
Porque isto, nem um pouco me agrada,
Mas eu descreveria lutas, batalhas e glorias,
De um quilombo, que ficou na história,
Como um valente que enobrece esta raça.
Mas eu sei que não sou um poeta,
Faço rimas e versos quebrados,
O que eu sei que eu sou um valente,
Transpondo barreiras, vencendo obstáculos,
Quando venço, é porque sou capaz...
Não derrubo quem está do meu lado,
Me orgulho de ser como sou,
Aonde vou, sempre dou espetáculo
Se sou negro, me orgulho de ser!
Nem tão pouco me envergonho em dizer,
Que um dia eu já fui escravo.
Mas poeta, eu sei que não sou, não, não sou.
Nem sou sábio, para falar de uma causa tão nobre,
Mas bem sei que eu nasci como todos,
Pelado, sem dentes, não nasci rico nem pobre.
Deus me abençoou com o milagre da vida.
Sou negro, negro sim, mas isto não é motivo,
Para que eu me lamente da sorte.
Se eu levanto não caio, mas se eu caio levanto,
Porque sou um guerreiro, sou bravo, sou forte,
Por isso debulho nas cordas de um violão,
No batuque de um tamborim, na batida do rap,
Na melodia de uma canção,
Eu sou o negro que não nasci chorando,
Eu já nasci gritando:
Liberdade ou morte.
Francis Gomes
Eu gostaria de ser um poeta, um poeta de verdade,
Para descrever através dos meus versos
Nas entrelinhas de minha poesia,
A vida e seus momentos diversos.
E através dos versos, na melodia das rimas,
Alegrar o coração dos que vivem em prantos.
Fazer vibrar de alegria, os que andam tristes,
E se possível apagar da vida o desencanto.
Mesmo que fosse por um segundo,
Mas eu pudesse mostrar ao mundo,
Do negro o verdadeiro encanto.
Eu não descreveria aquele grito tristonho,
De um negro preso em uma senzala.
Nem tão pouco aquele grito de dor
De uma mulher negra, chamada escrava,
Tratada como um animal selvagem,
Gritando no tronco, quando um chicote surrava.
Não, eu não descreveria tal coisa,
Porque isto, nem um pouco me agrada,
Mas eu descreveria lutas, batalhas e glorias,
De um quilombo, que ficou na história,
Como um valente que enobrece esta raça.
Mas eu sei que não sou um poeta,
Faço rimas e versos quebrados,
O que eu sei que eu sou um valente,
Transpondo barreiras, vencendo obstáculos,
Quando venço, é porque sou capaz...
Não derrubo quem está do meu lado,
Me orgulho de ser como sou,
Aonde vou, sempre dou espetáculo
Se sou negro, me orgulho de ser!
Nem tão pouco me envergonho em dizer,
Que um dia eu já fui escravo.
Mas poeta, eu sei que não sou, não, não sou.
Nem sou sábio, para falar de uma causa tão nobre,
Mas bem sei que eu nasci como todos,
Pelado, sem dentes, não nasci rico nem pobre.
Deus me abençoou com o milagre da vida.
Sou negro, negro sim, mas isto não é motivo,
Para que eu me lamente da sorte.
Se eu levanto não caio, mas se eu caio levanto,
Porque sou um guerreiro, sou bravo, sou forte,
Por isso debulho nas cordas de um violão,
No batuque de um tamborim, na batida do rap,
Na melodia de uma canção,
Eu sou o negro que não nasci chorando,
Eu já nasci gritando:
Liberdade ou morte.
Francis Gomes
Minha terra é assim
Pátria amada
Tributo à cidade de Farias Brito
Salve! Salve! Oh pátria amada,
Berço de eterna luz,
Salve as serras, as planícies,
Onde corre o Cariús,
Onde surgiu tua história
Para mostrar tua glória,
Como um sol que reluz.
Como diz teu próprio hino:
Este torrão que viu nascer,
Como um renovo surgindo,
Também te viste crescer,
Trazendo em nossa memória,
As paginas de tua história
Que nos orgulha em saber.
Tuas terras têm calcário,
Teu minério principal,
Em tuas matas, e colinas...
Neste seio maternal,
Corre livre, alegre e solto,
O roceiro, o caboclo,
Esta gente original.
Tem a sua origem indígena,
Este povo varonil,
Quixará de tantas glórias,
Sejas Tu de outras mil
Só o teu nome mudou
Mas o progresso continuou,
Para orgulho do Brasil.
O teu sol brilha mais forte,
Nas manhãs de céu azul,
Não há gente como a nossa
Nem há pátria como tu,
Tua lua prateada
Não se compara a apagada
Lua das terras do sul.
Lá, é triste o fim de tardes,
Não tem a mesma magia,
Não se ver em revoada,
Passarinhos em cantoria,
Nossa terra é mais discreta
Nossa gente mais modesta,
Porem tem mais alegria.
Não se ver nas madrugadas
O galo cantarolar
Nem ouvi na capoeira
O nambu roxo cantar
Eu falo pra o mundo ouvir
Os pássaros que cantam aqui
Cantam mais que os de lá
Por isso, canta minha gente,
Canta alto, faz bonito,
Se orgulhem desta pátria,
Estufa o peito, solta o grito,
Salve! Salve! Oh pátria amada...
A bandeira desfraldada,
Salve o meu Farias Brito.
Francis Gomes
19/09/2005
Pátria amada
Tributo à cidade de Farias Brito
Salve! Salve! Oh pátria amada,
Berço de eterna luz,
Salve as serras, as planícies,
Onde corre o Cariús,
Onde surgiu tua história
Para mostrar tua glória,
Como um sol que reluz.
Como diz teu próprio hino:
Este torrão que viu nascer,
Como um renovo surgindo,
Também te viste crescer,
Trazendo em nossa memória,
As paginas de tua história
Que nos orgulha em saber.
Tuas terras têm calcário,
Teu minério principal,
Em tuas matas, e colinas...
Neste seio maternal,
Corre livre, alegre e solto,
O roceiro, o caboclo,
Esta gente original.
Tem a sua origem indígena,
Este povo varonil,
Quixará de tantas glórias,
Sejas Tu de outras mil
Só o teu nome mudou
Mas o progresso continuou,
Para orgulho do Brasil.
O teu sol brilha mais forte,
Nas manhãs de céu azul,
Não há gente como a nossa
Nem há pátria como tu,
Tua lua prateada
Não se compara a apagada
Lua das terras do sul.
Lá, é triste o fim de tardes,
Não tem a mesma magia,
Não se ver em revoada,
Passarinhos em cantoria,
Nossa terra é mais discreta
Nossa gente mais modesta,
Porem tem mais alegria.
Não se ver nas madrugadas
O galo cantarolar
Nem ouvi na capoeira
O nambu roxo cantar
Eu falo pra o mundo ouvir
Os pássaros que cantam aqui
Cantam mais que os de lá
Por isso, canta minha gente,
Canta alto, faz bonito,
Se orgulhem desta pátria,
Estufa o peito, solta o grito,
Salve! Salve! Oh pátria amada...
A bandeira desfraldada,
Salve o meu Farias Brito.
Francis Gomes
19/09/2005
Tributo à cidade de Farias Brito
Salve! Salve! Oh pátria amada,
Berço de eterna luz,
Salve as serras, as planícies,
Onde corre o Cariús,
Onde surgiu tua história
Para mostrar tua glória,
Como um sol que reluz.
Como diz teu próprio hino:
Este torrão que viu nascer,
Como um renovo surgindo,
Também te viste crescer,
Trazendo em nossa memória,
As paginas de tua história
Que nos orgulha em saber.
Tuas terras têm calcário,
Teu minério principal,
Em tuas matas, e colinas...
Neste seio maternal,
Corre livre, alegre e solto,
O roceiro, o caboclo,
Esta gente original.
Tem a sua origem indígena,
Este povo varonil,
Quixará de tantas glórias,
Sejas Tu de outras mil
Só o teu nome mudou
Mas o progresso continuou,
Para orgulho do Brasil.
O teu sol brilha mais forte,
Nas manhãs de céu azul,
Não há gente como a nossa
Nem há pátria como tu,
Tua lua prateada
Não se compara a apagada
Lua das terras do sul.
Lá, é triste o fim de tardes,
Não tem a mesma magia,
Não se ver em revoada,
Passarinhos em cantoria,
Nossa terra é mais discreta
Nossa gente mais modesta,
Porem tem mais alegria.
Não se ver nas madrugadas
O galo cantarolar
Nem ouvi na capoeira
O nambu roxo cantar
Eu falo pra o mundo ouvir
Os pássaros que cantam aqui
Cantam mais que os de lá
Por isso, canta minha gente,
Canta alto, faz bonito,
Se orgulhem desta pátria,
Estufa o peito, solta o grito,
Salve! Salve! Oh pátria amada...
A bandeira desfraldada,
Salve o meu Farias Brito.
Francis Gomes
19/09/2005
Pátria amada
Tributo à cidade de Farias Brito
Salve! Salve! Oh pátria amada,
Berço de eterna luz,
Salve as serras, as planícies,
Onde corre o Cariús,
Onde surgiu tua história
Para mostrar tua glória,
Como um sol que reluz.
Como diz teu próprio hino:
Este torrão que viu nascer,
Como um renovo surgindo,
Também te viste crescer,
Trazendo em nossa memória,
As paginas de tua história
Que nos orgulha em saber.
Tuas terras têm calcário,
Teu minério principal,
Em tuas matas, e colinas...
Neste seio maternal,
Corre livre, alegre e solto,
O roceiro, o caboclo,
Esta gente original.
Tem a sua origem indígena,
Este povo varonil,
Quixará de tantas glórias,
Sejas Tu de outras mil
Só o teu nome mudou
Mas o progresso continuou,
Para orgulho do Brasil.
O teu sol brilha mais forte,
Nas manhãs de céu azul,
Não há gente como a nossa
Nem há pátria como tu,
Tua lua prateada
Não se compara a apagada
Lua das terras do sul.
Lá, é triste o fim de tardes,
Não tem a mesma magia,
Não se ver em revoada,
Passarinhos em cantoria,
Nossa terra é mais discreta
Nossa gente mais modesta,
Porem tem mais alegria.
Não se ver nas madrugadas
O galo cantarolar
Nem ouvi na capoeira
O nambu roxo cantar
Eu falo pra o mundo ouvir
Os pássaros que cantam aqui
Cantam mais que os de lá
Por isso, canta minha gente,
Canta alto, faz bonito,
Se orgulhem desta pátria,
Estufa o peito, solta o grito,
Salve! Salve! Oh pátria amada...
A bandeira desfraldada,
Salve o meu Farias Brito.
Francis Gomes
19/09/2005
A realidade da vida
Eu não considero-me um poeta, mas acredito que sou apenas um dos abeçoados que Deus consedeu a alegria de poder conversar comigo mesmo, desabafar para o papel, falar das emoções, tanto minha como de outros, rasgar meu coração e pintá-lo nas atraves das entrelinhas de minha poesia, meu cordel, meus rabiscos. Gosto de ser eu mesmo, tenho meu estilo, e todos aqules que lerem algo meu, quero que sintam o que eu sinto e percebam que foi um patriota nordestino que se orgulha de suas raizes, do seu povo e sua cultura.
Também sou gente
Muitos por serem formados
Com alguns livros publicados,
Julgam-se superiores.
Mentirosos desalmados
Não aceitam que os favelados,
Também se tornem escritores.
Eu falo sem ter vergonha,
Se não posso ser montanha,
Sou uma pedra no sapato.
Mas eles querem que eu morra,
Seja um atleta e não corra,
Apanhe e fique calado.
Eu vejo a morte de perto,
E me dizem que não é certo
Falar da minha desgraça.
Sou tratado como um bicho
Me alimento de lixo,
E durmo em banco de praça.
Chamam-me de vagabundo,
Pé inchado, porco imundo...
Por que não vai trabalhar?
Bêbado pela a esquina
Coloca a culpa na sina,
Tem mesmo é que se ferrar...
Mas eu vou fazer o que?
Eu nunca aprendi ler,
Trabalho ninguém me dá.
Mas imagine você,
Não tenho nem pra comer,
Como é que eu vou estudar?
Escola eu não conheço,
Faculdade eu desconheço...
Só vejo os outros falar,
O que eu passo é desumano,
E os direitos humanos,
A onde diabo ele estar?
FEBEM de Tatuapé,
Cadeião de Sumaré,
Pode ver ta tudo lá.
Bandidos eles defendem,
Pobres para eles fedem,
É ou não é de lascar?
Este é o nosso regime,
Se o homem comete um crime,
Tem o estado para cuidar.
Enquanto é negligente,
Matando o povo inocente
Porque não quer ajudar.
E querem que eu me cale,
Morra e nada fale,
Afinal, lixo não fala...
Mas eu sou lixo orgânico,
Daquele que causa pânico,
E a nação se abala.
Por isso eu falo, falo e falo...
Morro e não me calo,
Sou mesmo um bicho,
Daqueles que tudo come,
E pra não morrer de fome,
Precisa viver do lixo.
Restos de comida, peixes crus,
Disputo com os urubus,
Vira lata, varejeira, em fim,
Onde o dinheiro domina,
O que o homem abomina,
É o que sobra pra mim.
Ei, sou pobre, sou desprezado,
Vivo por ai largado,
Sou mais um sobrevivente.
Sei que pareço com um bicho,
Me alimento de lixo,
Mas lembrem, também sou gente.
Francis Gomes
Também sou gente
Muitos por serem formados
Com alguns livros publicados,
Julgam-se superiores.
Mentirosos desalmados
Não aceitam que os favelados,
Também se tornem escritores.
Eu falo sem ter vergonha,
Se não posso ser montanha,
Sou uma pedra no sapato.
Mas eles querem que eu morra,
Seja um atleta e não corra,
Apanhe e fique calado.
Eu vejo a morte de perto,
E me dizem que não é certo
Falar da minha desgraça.
Sou tratado como um bicho
Me alimento de lixo,
E durmo em banco de praça.
Chamam-me de vagabundo,
Pé inchado, porco imundo...
Por que não vai trabalhar?
Bêbado pela a esquina
Coloca a culpa na sina,
Tem mesmo é que se ferrar...
Mas eu vou fazer o que?
Eu nunca aprendi ler,
Trabalho ninguém me dá.
Mas imagine você,
Não tenho nem pra comer,
Como é que eu vou estudar?
Escola eu não conheço,
Faculdade eu desconheço...
Só vejo os outros falar,
O que eu passo é desumano,
E os direitos humanos,
A onde diabo ele estar?
FEBEM de Tatuapé,
Cadeião de Sumaré,
Pode ver ta tudo lá.
Bandidos eles defendem,
Pobres para eles fedem,
É ou não é de lascar?
Este é o nosso regime,
Se o homem comete um crime,
Tem o estado para cuidar.
Enquanto é negligente,
Matando o povo inocente
Porque não quer ajudar.
E querem que eu me cale,
Morra e nada fale,
Afinal, lixo não fala...
Mas eu sou lixo orgânico,
Daquele que causa pânico,
E a nação se abala.
Por isso eu falo, falo e falo...
Morro e não me calo,
Sou mesmo um bicho,
Daqueles que tudo come,
E pra não morrer de fome,
Precisa viver do lixo.
Restos de comida, peixes crus,
Disputo com os urubus,
Vira lata, varejeira, em fim,
Onde o dinheiro domina,
O que o homem abomina,
É o que sobra pra mim.
Ei, sou pobre, sou desprezado,
Vivo por ai largado,
Sou mais um sobrevivente.
Sei que pareço com um bicho,
Me alimento de lixo,
Mas lembrem, também sou gente.
Francis Gomes
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Pequenas poesias, que dizem muito
Contraste
Enquanto os deputados e senadores
Andam despreocupados os corredores
Do congresso,
Nos becos onde habita a injustiça
Os oprimidos clamam por justiça
Sem sucesso.
Francis Gomes
A grande muralha
O maior muro do mundo,
Não é o de Berlim, nem a muralha da China,
É o orgulho.
Como agir
Quase sempre agimos de cabeça quente,
E coração frio,
Quando fazemos ao contrário,
Somos humanos.
Francis Gomes
Enquanto os deputados e senadores
Andam despreocupados os corredores
Do congresso,
Nos becos onde habita a injustiça
Os oprimidos clamam por justiça
Sem sucesso.
Francis Gomes
A grande muralha
O maior muro do mundo,
Não é o de Berlim, nem a muralha da China,
É o orgulho.
Como agir
Quase sempre agimos de cabeça quente,
E coração frio,
Quando fazemos ao contrário,
Somos humanos.
Francis Gomes
Carta ao presidente
Saiba excelentíssimo senhor presidente,
Homem nordestino como a gente,
Que aqui no nordeste tudo vai bem.
Há mais de dois anos que não chove,
Se não acredita, venha o senhor e comprove
Apesar de que isso, não é da conta de ninguém.
As rebançãs que sempre migram do agreste,
Enfeitando o céu azul do meu nordeste,
Também fugiram para não morrer de fome.
E a cauã que canta ao romper da aurora
Hoje não canta, ela simplesmente chora,
Pois como eu, faz muito tempo que não come.
Por falta de chuva, os rios e açudes secaram,
Os resistentes umbuzeiros murcharam,
Até o mandacaru murchou também.
Mas saiba excelentíssimo Senhor presidente
Homem nordestino como a gente
Que aqui no nordeste tudo vai bem.
Os nossos filhos, já nem vão mais a escola,
Ao in vez disso, precisam pedir esmola,
Andam sujos, descalços e esmolambados.
Tem muitos prostados em cima da cama,
Isto é normal depois de beberem lama,
Misturada com fezes e a urina dos gados.
Gados que morreram sem ter pra onde fugir,
A fome e a sede, não puderam resistir,
Mas este é o destino que todo sertanejo tem.
Por isso saiba excelentíssimo senhor presidente
Homem nordestino como a gente
Que aqui no nordeste tudo vai bem.
Somos nordestinos, fomos esquecidos.
Homens e mulheres desconhecidos,
Apesar de ser um povo tão valente.
Quarenta dias jejuaram Cristo e Moisés,
Mas meu senhor jejuar quarenta meses
Infelizmente não existe quem agüente.
Senhor presidente, desculpe lhe jogar isso na cara,
Sei que também fugiu da seca num pau de arara,
E conhece esta dor como ninguém.
Por isso saiba excelentíssimo senhor presidente
Homem nordestino como a gente
Que aqui no nordeste tudo vai bem.
Se por acaso esta carta chegar a vós
Certamente não ouvirá mais minha voz
Porque a morte esta batendo em minha porta.
Não sou o único, sou apenas mais um homem
Como muitos, condenado a morrer de fome,
Mas e daí, quem com isso se importa?
Desculpe os erros minhas mãos estão tremendo
E as minhas vistas já estão escurecendo
Chegou à hora, de eu me despedir também.
Mas saiba excelentíssimo senhor presidente
Homem nordestino como a gente
Que aqui no nordeste tudo continuará bem.
Francis Gomes
Saiba excelentíssimo senhor presidente,
Homem nordestino como a gente,
Que aqui no nordeste tudo vai bem.
Há mais de dois anos que não chove,
Se não acredita, venha o senhor e comprove
Apesar de que isso, não é da conta de ninguém.
As rebançãs que sempre migram do agreste,
Enfeitando o céu azul do meu nordeste,
Também fugiram para não morrer de fome.
E a cauã que canta ao romper da aurora
Hoje não canta, ela simplesmente chora,
Pois como eu, faz muito tempo que não come.
Por falta de chuva, os rios e açudes secaram,
Os resistentes umbuzeiros murcharam,
Até o mandacaru murchou também.
Mas saiba excelentíssimo Senhor presidente
Homem nordestino como a gente
Que aqui no nordeste tudo vai bem.
Os nossos filhos, já nem vão mais a escola,
Ao in vez disso, precisam pedir esmola,
Andam sujos, descalços e esmolambados.
Tem muitos prostados em cima da cama,
Isto é normal depois de beberem lama,
Misturada com fezes e a urina dos gados.
Gados que morreram sem ter pra onde fugir,
A fome e a sede, não puderam resistir,
Mas este é o destino que todo sertanejo tem.
Por isso saiba excelentíssimo senhor presidente
Homem nordestino como a gente
Que aqui no nordeste tudo vai bem.
Somos nordestinos, fomos esquecidos.
Homens e mulheres desconhecidos,
Apesar de ser um povo tão valente.
Quarenta dias jejuaram Cristo e Moisés,
Mas meu senhor jejuar quarenta meses
Infelizmente não existe quem agüente.
Senhor presidente, desculpe lhe jogar isso na cara,
Sei que também fugiu da seca num pau de arara,
E conhece esta dor como ninguém.
Por isso saiba excelentíssimo senhor presidente
Homem nordestino como a gente
Que aqui no nordeste tudo vai bem.
Se por acaso esta carta chegar a vós
Certamente não ouvirá mais minha voz
Porque a morte esta batendo em minha porta.
Não sou o único, sou apenas mais um homem
Como muitos, condenado a morrer de fome,
Mas e daí, quem com isso se importa?
Desculpe os erros minhas mãos estão tremendo
E as minhas vistas já estão escurecendo
Chegou à hora, de eu me despedir também.
Mas saiba excelentíssimo senhor presidente
Homem nordestino como a gente
Que aqui no nordeste tudo continuará bem.
Francis Gomes
Conte sua história Francis Gomes
Amigos, amigas, irmãos, minha família que a literatura me deu, obrigado pela presença de todos vocês, no primeiro evento de nossa sede, obrigado por compartilhar parte de minha simples história comigo, digo parte porque foi apenas um rabisco do que passei, não falei de minha aventuras tomando banho de rio, de açude, de minhas pescarias, das noites que saímos para comer mangas nas margens do rio carius, e muitos outras, de como pegava passarinhos em arapuca e muito mais.
Falei do meu tempo antes de vou conhecer, porque hoje, a minha história, vocês fazem parte dela, fazem parte do meu presente e certamente do futuro, quando em outras oportunidade eu contar minha história para alguém, lá estarão vocês, é como disse o poeta, tinha uma pedra no caminho, no meu caminha tinha vocês, amigos, amigas parceiros de lutas e loucuras, dividimos os meus sonhos, temos os mesmo ideais, de um dia ver nosso pais lendo mais, e individualmente cada um de nós termos nossos leitores.
Associação Cultural Literatura no Brasil, digo associação para não deixar ninguém de fora, honra-me tê-los como família literária.
Sacolinha obrigado irmão por acreditar em meu trabalho,
Mano Cákis obrigado por sua amizade,
Paulo Odair sou grado pelos elogios ao meu blog, e pela admiração ao trabalho.
e os demais, Márcio Sam, Marcelino, Guel Brasil, Nelson olavo, recebam o agradecimento deste simples poeta que também vos admira. Desculpem-me, por me emocionar, mas é que palhaço também chora, e poeta as vezes se emociona.
vejam as fotos e continuem dividindo comigo esta emoções.
Falei do meu tempo antes de vou conhecer, porque hoje, a minha história, vocês fazem parte dela, fazem parte do meu presente e certamente do futuro, quando em outras oportunidade eu contar minha história para alguém, lá estarão vocês, é como disse o poeta, tinha uma pedra no caminho, no meu caminha tinha vocês, amigos, amigas parceiros de lutas e loucuras, dividimos os meus sonhos, temos os mesmo ideais, de um dia ver nosso pais lendo mais, e individualmente cada um de nós termos nossos leitores.
Associação Cultural Literatura no Brasil, digo associação para não deixar ninguém de fora, honra-me tê-los como família literária.
Sacolinha obrigado irmão por acreditar em meu trabalho,
Mano Cákis obrigado por sua amizade,
Paulo Odair sou grado pelos elogios ao meu blog, e pela admiração ao trabalho.
e os demais, Márcio Sam, Marcelino, Guel Brasil, Nelson olavo, recebam o agradecimento deste simples poeta que também vos admira. Desculpem-me, por me emocionar, mas é que palhaço também chora, e poeta as vezes se emociona.
vejam as fotos e continuem dividindo comigo esta emoções.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Conte Sua História
Meus amigos, para quem não conhece o Francis Gomes, este poeta simples, patriota nato e apaixonado pelo, nordeste, pelos nordetinos, e pela cultura nordestina, amanhã, 24/08/2010, será um dia em que terão oportunidade de conher. A Associação Cultural Literatura Brasil, tem um projeto chamado; CONTE SUA HISTÓRIA, e será a vez do Francis Gomes, este poeta que vos fala, contar sua história, estão todos covindos participar deste momento desta troca de conhecimentos.
Alem disso, terei o privilégio de ser o primeiro a inaugurar a nossa sede, localizada na rua Bandeirantes 606, Jardim Revista, proximo a padaria. Antes de ser inaugurada oficialmente, será o primeiro evento na nova sede.
Compareçam, estou a espera de todos.
Quero também desde já agradecer a todos meus companheiros da Associação, pelo privilégio de conceder-me o prêmio de o primeiro evento na nova sede ser o meu conte sua história.
Amanhã estarei blogando algumas coisas que relatam a minha simples história, mas observem esta poesia abaixo, ela conta a vida de uma criança pobre, que precisava de muito pouco para ser feliz, e as vezes este pouco faltava.
Lembranças de criança
Dizem que homem não chora
Mas que quero discordar.
Porque sempre que eu lembro
Do meu velho Ceará,
Onde vivi quando menino
Mas por artimanha do destino
Fui obrigado deixar.
Bate uma dor no peito
Não consigo suportar,
A saudade chicoteia
Não tem como segurar
E como duas nascentes
Dos olhos desobedientes
Lágrimas põem-se a jorrar.
A vida era muito dura
Cheia de dificuldade
Mesmo assim pode crer
Eu sinto muita saudade.
E com alegria lembro
Que todo mês de dezembro
Tinha festa na cidade.
Durante o ano inteiro
Eu guardava alguns trocados
Uns eu mesmo ganhava
Trabalhando no roçado
Outros papai me dava
Com alegria eu guardava
Em um bauzinho quebrado
Papai comprava para mim
Também para meu irmão
Uma calça xadrez
E uma camisa de algodão
E do mais fraco material
Um tênis da Montreal
Motivos de satisfação.
Em todo mês de dezembro
Na festa da padroeira
Vinha um parque e um circo,
De Lavras de Mangabeira.
Trazendo felicidade
E tirando da cidade
Aquela calma rotineira.
Durante o mês inteiro
Alegrava a cidade.
Mas para um menino pobre
Tudo era novidade,
E ver a roda gigante
Além de emocionante
Era uma felicidade.
Aquelas luzes coloridas,
O carrossel que girava
Eu achava tão bonito
E quilo me encantava.
Mas alegre de verdade
A maior felicidade
Era quando o circo chegava.
Eu acompanhava tudo.
Levantar a lona, o picadeiro,
As arquibancadas de madeira
Até a colocação do letreiro
E se eu não trabalhasse
E se papai não brigasse
Eu ficava o dia inteiro.
Mas pra toda criança pobre
A falta de dinheiro é um açoite.
O circo é como um sonho
Que chega antes noite,
Mas me fazia acordar
Ao ouvir um homem falar:
Respeitável público, boa noite.
Eu ficava tão feliz,
Meu coração transbordava
Borbulhando de alegria
Meus olhos até brilhavam,
Ao ver o equilibrista
O palhaço o trapezista
Que no trapézio voava.
Um bode e um elefante
Velhinho todo enrugado,
Um homem cuspindo fogo
E um leão aleijado,
O palhaço Cebolinha
E uma mulher gordinha
Rolando em vidro quebrado.
Um homem em cama de prego
Chamado peito de aço,
Quebrando pedra no peito
Deixando só os pedaços.
Sem dinheiro para entrar,
Eu me obrigava gritar
Correndo atrás do palhaço.
Em suas pernas de pau
Pelas ruas e calçadas
Cebolinha era seguido
Pelos gritos da molecada.
Ele ia perguntado
E nós íamos respondendo
De forma bem engraçada.
Hoje tem espetáculo?
Tem sim senhor.
Olha o palhaço na rua.
Ladrão de perua.
E o palhaço na linha?
Ladrão de galinha.
E o palhaço o que é?
Ladrão de mulher.
Mesmo muito envergonhado
Cabelo embaraçado, avermelhado
Todo queimado do sol,
Eu gritava com a molecada
Para ganhar uma entrada
No velho circo caracol.
Hoje, só me resta chorar
Quando me ponho lembrar
Momentos de minha infância.
E uma grande vontade
De rever minha cidade
E voltar a ser criança.
E pelas ruas estreitas
Por todos os becos escuros
E esquinas de minha cidade.
Correr feito um espírito vadio
Galopar pelas trilhas do passado
Para matar a saudade.
Do palhaço Cebolinha
Com suas pernas de pau,
Rever todos outra vez.
Colegas, companheiros e amigos
Que viveram isto comigo
Por onde estarão vocês?
O Ferrugem, o Galego,
Manquinho, Catatau, Vesgo
O Burrela, bola, esqueleto,
E aqueles que por falha da memória,
Esqueci o nome ou apelido
Vossa imagem esta gravada em meu peito.
Como estará hoje minha cidade?
Por onde andarão vocês?
A que rumo vos levou o destino?
Será quem vive? Quem já morreu?
Quem estará assim como eu?
Revivendo o tempo de menino.
Francis Gomes
Alem disso, terei o privilégio de ser o primeiro a inaugurar a nossa sede, localizada na rua Bandeirantes 606, Jardim Revista, proximo a padaria. Antes de ser inaugurada oficialmente, será o primeiro evento na nova sede.
Compareçam, estou a espera de todos.
Quero também desde já agradecer a todos meus companheiros da Associação, pelo privilégio de conceder-me o prêmio de o primeiro evento na nova sede ser o meu conte sua história.
Amanhã estarei blogando algumas coisas que relatam a minha simples história, mas observem esta poesia abaixo, ela conta a vida de uma criança pobre, que precisava de muito pouco para ser feliz, e as vezes este pouco faltava.
Lembranças de criança
Dizem que homem não chora
Mas que quero discordar.
Porque sempre que eu lembro
Do meu velho Ceará,
Onde vivi quando menino
Mas por artimanha do destino
Fui obrigado deixar.
Bate uma dor no peito
Não consigo suportar,
A saudade chicoteia
Não tem como segurar
E como duas nascentes
Dos olhos desobedientes
Lágrimas põem-se a jorrar.
A vida era muito dura
Cheia de dificuldade
Mesmo assim pode crer
Eu sinto muita saudade.
E com alegria lembro
Que todo mês de dezembro
Tinha festa na cidade.
Durante o ano inteiro
Eu guardava alguns trocados
Uns eu mesmo ganhava
Trabalhando no roçado
Outros papai me dava
Com alegria eu guardava
Em um bauzinho quebrado
Papai comprava para mim
Também para meu irmão
Uma calça xadrez
E uma camisa de algodão
E do mais fraco material
Um tênis da Montreal
Motivos de satisfação.
Em todo mês de dezembro
Na festa da padroeira
Vinha um parque e um circo,
De Lavras de Mangabeira.
Trazendo felicidade
E tirando da cidade
Aquela calma rotineira.
Durante o mês inteiro
Alegrava a cidade.
Mas para um menino pobre
Tudo era novidade,
E ver a roda gigante
Além de emocionante
Era uma felicidade.
Aquelas luzes coloridas,
O carrossel que girava
Eu achava tão bonito
E quilo me encantava.
Mas alegre de verdade
A maior felicidade
Era quando o circo chegava.
Eu acompanhava tudo.
Levantar a lona, o picadeiro,
As arquibancadas de madeira
Até a colocação do letreiro
E se eu não trabalhasse
E se papai não brigasse
Eu ficava o dia inteiro.
Mas pra toda criança pobre
A falta de dinheiro é um açoite.
O circo é como um sonho
Que chega antes noite,
Mas me fazia acordar
Ao ouvir um homem falar:
Respeitável público, boa noite.
Eu ficava tão feliz,
Meu coração transbordava
Borbulhando de alegria
Meus olhos até brilhavam,
Ao ver o equilibrista
O palhaço o trapezista
Que no trapézio voava.
Um bode e um elefante
Velhinho todo enrugado,
Um homem cuspindo fogo
E um leão aleijado,
O palhaço Cebolinha
E uma mulher gordinha
Rolando em vidro quebrado.
Um homem em cama de prego
Chamado peito de aço,
Quebrando pedra no peito
Deixando só os pedaços.
Sem dinheiro para entrar,
Eu me obrigava gritar
Correndo atrás do palhaço.
Em suas pernas de pau
Pelas ruas e calçadas
Cebolinha era seguido
Pelos gritos da molecada.
Ele ia perguntado
E nós íamos respondendo
De forma bem engraçada.
Hoje tem espetáculo?
Tem sim senhor.
Olha o palhaço na rua.
Ladrão de perua.
E o palhaço na linha?
Ladrão de galinha.
E o palhaço o que é?
Ladrão de mulher.
Mesmo muito envergonhado
Cabelo embaraçado, avermelhado
Todo queimado do sol,
Eu gritava com a molecada
Para ganhar uma entrada
No velho circo caracol.
Hoje, só me resta chorar
Quando me ponho lembrar
Momentos de minha infância.
E uma grande vontade
De rever minha cidade
E voltar a ser criança.
E pelas ruas estreitas
Por todos os becos escuros
E esquinas de minha cidade.
Correr feito um espírito vadio
Galopar pelas trilhas do passado
Para matar a saudade.
Do palhaço Cebolinha
Com suas pernas de pau,
Rever todos outra vez.
Colegas, companheiros e amigos
Que viveram isto comigo
Por onde estarão vocês?
O Ferrugem, o Galego,
Manquinho, Catatau, Vesgo
O Burrela, bola, esqueleto,
E aqueles que por falha da memória,
Esqueci o nome ou apelido
Vossa imagem esta gravada em meu peito.
Como estará hoje minha cidade?
Por onde andarão vocês?
A que rumo vos levou o destino?
Será quem vive? Quem já morreu?
Quem estará assim como eu?
Revivendo o tempo de menino.
Francis Gomes
domingo, 22 de agosto de 2010
Saudade do Carius
Que saudade de minha infância
Tempo de paz e de luz
Quando eu brincava de pique - esconde
Mergulhando nas águas do Carius
Deitado na areia, barriga pra cima
Olhando o céu, contando os urubus
Flutuando como uma pluma,
Que o vento sopra e a conduz.
A imaginação voa alto,
De olhos fechado peço a Jesus,
Dê-me asas para voar,
Como Tu deste aos urubus,
Para que eu possa ver lá de cima
Começo e fim do Carius.
Este meu rio, minha riqueza,
E toda a alegria ele produz,
Verdes campinas, vales fecundos,
Tanta beleza que nos seduz
Neste berço esplêndido
Em que o sol reluz
Meu Carius.
Que saudade de minha infância
Tempo de paz e de luz
Quando eu brincava de pique - esconde
Mergulhando nas águas do Carius
Deitado na areia, barriga pra cima
Olhando o céu, contando os urubus
Flutuando como uma pluma,
Que o vento sopra e a conduz.
A imaginação voa alto,
De olhos fechado peço a Jesus,
Dê-me asas para voar,
Como Tu deste aos urubus,
Para que eu possa ver lá de cima
Começo e fim do Carius.
Este meu rio, minha riqueza,
E toda a alegria ele produz,
Verdes campinas, vales fecundos,
Tanta beleza que nos seduz
Neste berço esplêndido
Em que o sol reluz
Meu Carius.
Pintura da Sede da ACLB
Meus amigos, quero agradecer a todos que compareceram ao compromisso hoje, 22/ 08 / 2010 para a pintura da nossa sede. Obrigado a todos de coração, Mano Cákis, Cris, Débora, Landy, Andreia, Alandinha também esteve presente, Rener , eu Francis Gomes e meu amigo Sacolinha.
aos que não compareceram, perderam de colaborar de participar de mais dia em com a família, literária da Associação Cultural Literatura no Brasil.
Vejam as fotos.
aos que não compareceram, perderam de colaborar de participar de mais dia em com a família, literária da Associação Cultural Literatura no Brasil.
Vejam as fotos.
Eu e o Mano Cákis
A mulheres da pesada
O quarteto fantático
com elas o piso ficou espalhando
Ela ta em todas, Alandinha
Ele é forte de mais, Sacolinha
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