quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Sempre haverá um amanhã


Chegou o tão esperado fim de  2011, e já esta despontando como raios de sol de um novo dia, 2012. Mais uma vez é hora em que o que caiu levanta sacode a poeira e dá volta por cima, é hora de recomeçar, renovar as forças,  a esperança, e fé em Deus. É chegada à hora de acreditarmos mais em Deus e em nós mesmo, que Ele nos ama e nos ajudará  vencer cada barreira, cada obstáculo que encontrarmos em nosso caminho. A vida é sempre assim, às vezes inquieta às vezes calma, cheia de momentos alegres e tristes cheia de vitórias e algumas derrotas que na maioria das vezes nos fortalece e nos faz mais humanos. Por isso o mais importante é não desistir nunca, não parar de sonhar e jamais deixar de agradecer por tudo que o Senhor nos concede a cada dia.
Nesta vida, onde encontramos tantas barreira, tantos espinhos em nossos caminhos, e que muitas vezes o dia é nublado, à noite, a lua não aparece. E quando faceira, linda e deslumbrante insiste em despontar por traz dos montes, uma nuvem escura teimosa e sem destino certo não permite que possamos ver e admirar sua beleza encantadora.
O ser humano, também é assim no seu interior, tem dias que o sol não sai, as noites são sempre escuras, nada de lua, nada de luz, nada de alegria. Parece que tudo dá errado e a vida não tem sentido.
Mas quando isso acontecer, lembre-se:
Sempre haverá um próximo segundo,
Um próximo minuto
Uma próxima hora.
Sempre haverá um novo dia,
Uma nova semana,
E um novo ano para recomeçar.
Sempre haverá uma nova chance,
Uma nova oportunidade.
Porque sempre houve e para sempre haverá um Deus supremo.
E alem disso em qualquer lugar do mundo,
Haverá alguém que te ama, alguém chorando ou sorrindo por você.
O importante é nunca desistir, porque nunca estará sozinho.
Enquanto houver vida, há esperança e enquanto houver esperança é sinal que nosso coração pulsa, e pulsa, e pulsa, por viver, e ser feliz. Porque sempre haverá um amanhã quer faça sol ou chuva. Sempre após uma noite haverá um novo dia nascendo e um sol sorrindo para nos encher de luz. E o mais importante, sempre, para todo sempre haverá um Deus a nos observar pronto para nos socorrer.


A todos que tem visitado o blog deste poeta. um abraço e um beijo no coração de todos.
FELIZ 2012, QUE SEJA CHEIO DE PAZ. AMOR E MUITAS REALIZAÇÕES.
FELICIDADES MEUS AMIGOS E ATÉ 2012,


Francis Gomes

domingo, 25 de dezembro de 2011

Enquanto houver vida, há esperança...


Se você está triste
Porque não chorar?
Se você está alegre,
Porque não cantar?
Mas se você caiu
Porque não levantar?
Você é capaz,
É só acreditar.

Só existe o mal,
Porque existe o bem,
Se a morte existe,
Há vida também,
Se, tem perdedores,
Vencedores têm
Se outro é capaz,
Você é também.

Não existem trevas,
Onde a luz não brilhe,
Não teria noite,
Se não fosse o dia,
Não há vencedor,
Que não perda um dia.
Faz parte da vida,
Faz parte da vida.

Tenha esperança,
Amigo não desista,
Dê um passo à frente,
Vá de encontro à vida,
Sempre tem um jeito,
Há uma saída.
Pra vencer na vida,
Pra vencer na vida.

Há um Deus supremo,
Basta acreditar,
Se tiver barreiras
Ele vai derrubar,
Creia em você mesmo,
Você chega lá.                                                                                        
Você é capaz
Se acreditar

Tenha fé em Deus
Tenha confiança,
Enquanto viver,
Tenha esperança,
Se perder de vista,
Guarde na lembrança;
Enquanto houver vida,
Há esperança.




                         Francis Gomes



quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Um ano vitorioso

É mais um ano que chega ao fim, e outro próximo a iniciar.
É hora de parar, refletir. Pensar no que acertamos ou deixamos de acertar, nas conquista e naquilo que não foi possível conquistar.
Também é hora da agradecer a Deus por tudo. Pela saúde, o trabalho, a família.
É necessário fazer uma retrospectiva  do ano inteiro, os bons momentos e os não tão bons, sacar tudo que for proveitoso e utilizar no próximo ano, o que não tiver proveito, deixar que se vá junto com o ano velho.
Chegou o momento de agradecer por cada dia de sol e cada noite em que pudemos ouvir o barulho da chuva. Pelas cores que pudemos enxergar e os sons que pudemos ouvir, pelos abraços que demos e recebemos, e quem sabe lamentar os não recebido nem dado.
Este ano particularmente  tenho muito que agradecer, muitas coisas maravilhosas aconteceram do começo ao final do ano.
Em fevereiro nasceu minha filha.
Em abril lancei meu primeiro livro sozinho em São Paulo.
Em junho visitei meus pais e lancei meu livro no Ceará em minha terra natal  Farias Brito, fui recebido com festa.
Em outubro fui premiado no primeiro festival de cordel Pela CTN ( Centro de Tradições Nordestinas) a nível nacional.
Sem contar os folhetos de cordel que lancei, e concurso de frases que ganhei. Bem meus amigos o ano ainda não acabou, mas já foi vitorioso.
Mas para aquele que não foi tão bom assim, pense positivo, trace uma meta, um objetivo se empenhe mais e verás tudo pode dá certo se acreditarmos.
Todo ser humano é o que acredita ser.

Virada de mesa.

Vou, vou virar a mesa,
Pegar a tristeza,
Vou dar um coro mandar embora,
Vou, fazer uma limpeza,
Comprar alegria,
O que for tristeza,
Vou jogar fora.


Francis Gomes


Um feliz natal a todos e um 2012 cheio de conquistas e muitas vitórias.
E não esqueçam todo SER HUMANO É O QUE ACREDITA SER.

Francis Gomes

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Desejo as nações

Um ano termina
Começa outro ano
Muitos estão rindo,
Outros estão chorando.

Mas não tenha medo
Não perca a esperança
A sorte um dia chega
Para quem tem confiança.

Este é o desejo
Do meu coração,
Ao mundo inteiro
A toda nação,

Amor e paz
Felicidade,
Seja o bem maior
Para  humanidade.

Saúde e alegria
Desejo aos amigos,
Amor e harmonia
Entre os pais e os filhos.

Que os seus corações
Se encham de amor
Transbordem e floresçam
Semelhante às flores,

Que a luz do amor
Brilhe sobre a terra...
Resplandeça a paz
Ao invés de guerra.

Que homem e mulher
Vivam em paz,
E por falta de amor
Ninguém morra jamais.                                                                                                  

Tudo o que eu desejo
A toda nação,
Não cabe em uma poesia
Nem em uma canção.
Francis Gomes

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

FOTOS DA CONFRATERNIZAÇÃO 2011 DA ACLB

FOI UMA COISA LINDA NOSSA FESTA DE CONFRATERNIZAÇÃO. UM BEIJO NO CORAÇÃO DE TODOS QUE FORAM. TODOS VOLTAMOS SER CRIANÇA PELO MENOS POR ALGUM MOMENTO. VALEU ASSOCIAÇÃO CULTURAL LITERATURA NO BRASIL.
DIA MARAVILHOSO E INESQUECÍVEL.


AS IRMÃS YASMIN E BRUNA


ESTA MESA TA FARTA SÔ



BARRIGA DE TANQUINHO

TODO MUNDO BRINCANDO

FRANCIS GOMES

CRIS E LANDINHA


ESTE PERFIL DE PAULO ODAIR!

OLHA ESTA GATA

IRMÃO DO FRANCIS GOMES


CASA DO SÍTIO

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Órfão


Observo luzes piscando em vários lugares.
Em edifícios, em casas, em árvores.
Formando figuras em diversas cores.
Verdes, azuis, vermelhas, amarelas,
Em forma de anjos, estrelas, sinos e velas.
Enquanto martirizo-me nos meus dissabores.

Crianças em suas casas olham para o céu...
Pedem  a Deus ou a papai Noel,
O presente de sua ilusão.
Todavia eu, sem casa, sem lar,
Suplico, imploro, para ver se alguém me dá,
Um miséro pedaço de pão.

Alguns compram pernil e peru para a ceia.
Vinho, champanhe, tudo que a carne anseia.
Viaja, festeja, comemora.
E eu, sem amigos, sem família, sem ninguém,
A espera de um presente que não vem,
Sem honra vou mendigando pelo o mundo afora.

Uns compram, não porque precisam, por vaidade.
Eu, eu vendo minha dignidade,
Pelo o preço que a fome cobra.
E fazendo parte deste abandono,
Sinto-me um cão esquecido pelo o dono,
Comendo das migalhas que lhe sobra.

Todos, todos olham as luzes piscando,
Mas para mim, quem está olhando?
Eu me pergunto olhando para o céu.
Senhor, Senhor não me queira mal,
Observe, observe Senhor, é época de natal,
Mas onde está meu papai Noel?

Ah! Perdoe-me, é que às vezes eu esqueço,
Que ele não sabe meu endereço,
E por isso não pode me atender.
É que nesta angustia que me abrasa,
Eu esqueço que não tenho casa,
Nem chaminé por onde ele possa descer.

Todos, todos tem o direito de nascer,
Tem o direito de viver
Mas ninguém tem o direito de ser esquecido.
Se eu soubesse que viver era tão ruim,
Que até papai Noel se esqueceria de mim,
Eu juro, juro que não queria ter nascido.

Por que, por que, que mamãe não me abortou?
Já que ao nascer me abandonou,
Como se eu fosse à perdição de sua vida!
Porque melhor me fora não ter nascido,
Do que nascer para depois ser esquecido,
Como uma coisa que alguém deixa caída.



Francis Gomes
76154394/ 47490384







domingo, 11 de dezembro de 2011

NEM TODO NATAL É FELIZ.

O natal da criança pobre



O fim do ano se aproximando...
 Pensava entristecido e desolado,
 Joaquim, mais um desempregado.
Então ele falou quase chorando:
Oh meu Deus! Que rumo eu trilho?
O que vou dar para meu filho?
O natal está chegando.
Dias passaram, o natal chegou,
Joaquim tinha um problema,
E para aumentar seu dilema,
O seu filho perguntou:
- Papai, papai, fala pra gente,
Será que o meu presente,
Papai Noel já comprou?

E o Joaquim muito triste,
Sem dinheiro, desempregado,
Falou pro o filho amado:
- Filho, papai Noel não existe.
- Existe sim, papaizinho,
O Carlos, nosso vizinho,
Já o viu, ele me disse.

Continuou o filho inocente:
- Carlinhos me disse como ele é,
Que ele entra pela chaminé,
Com cuidado, pra não acordar a gente.
Então papai, o bom velhinho,
Assim como para o Carlinhos,
Vai me trazer um presente?

 Joaquim não suportou,
Sofrendo amargamente
Pegou seu filho carente
Em seus braços, e o beijou.
Com o coração partido
Deu boa noite ao ente querido,
Entrou no quarto, bateu no peito e falou:
                                                                                        
- Deus, oh Deus! Eu te peço humildemente,
Já que eu estou desempregado,
Ao menos para meu filho amado,                                               
Ajude-me dar um presente.
Tu bem sabes o quanto eu o amo,
E não quero destruir este sonho
De uma criança inocente.

Então a noite passou;
E no outro dia cedinho,
Lá, lá na casa do Carlinhos,
O papai Noel presenteou,
Mas aquele bom velhinho,
Nem Joaquim, nem seu filhinho,
Ele se quer visitou.

E quando a criança acordou...
Olhou para um lado, para outro,
E falou pra seu pai: - de novo!
Papai Noel não passou!
E com os olhos encharcados,
Em sua humilde cama sentado,
Chorando, desabafou:

- Oh Deus! Desculpe o que eu vou dizer:
Papai Noel não existe, não, existe não,
O meu papai tem razão,
Olha, eu vou explicar porque:
Ele nunca visitou a gente,
E nem me trouxe um presente,
Nunca, nunca um dia veio me ver.

E se ele existe, ele é muito ocupado,
Ou talvez seja orgulhoso,
Um velhinho rancoroso,
Pois não veio neste ano,
Nem no ano passado,
Quem sabe ele é muito nobre,
Não entra em casa de pobre,
E nem de um desempregado.




Francis Gomes           

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O grande momento


Que homem há, que viva e não veja a morte? Ou que livre sua alma do poder do mundo invisível?( Davi)
Nenhum homem há que tenha domínio sobre o espírito para reter o espírito,  nem poder sobre o dia da morte, nem há armas nesta peleja. (Salomão).
Observando estas palavras talvez você não imagine ou não saiba que foram faladas em tempos diferentes, uma pelo pai outra pelo filho.
Muitos de nós reclamamos da vida, por um motivo ou por outro. Outros sem motivos reclamam também. Mas imagine que você tivesse tudo que deseja, frutos de seu trabalho.
Mas nunca saiu com seus filhos para passear, não brincou com eles, nem levou sua mulher ao cinema. Não foi a praia tudo por falta de tempo.
Nunca falou para seu pai, e sua mãe que os amava. Faltou coragem. E seus amigos? Quanta vez os visitou? Quanta vez  auxiliou um ancião, ajudou um necessitado?
Mas não esqueça você tem muito dinheiro, pode comprar o que quiser, a casa, o carro, ir onde desejar com quem preferir. Você é simplesmente o tipo de  pessoa que tudo que o dinheiro comprasse você teria.
Imagine. O que você faria. Durante vinte anos sempre teve tudo isso.
Mas é chegando o grande momento, e você recebe um aviso, irrevogável.
Você tem apenas uma semana de vida. Ponha sua casa em ordem porque certamente morrerás e não viverás.
Pense nisso e fique com sua resposta. Em breve eu responderei o que um homem muito sábio fez.



Francis Gomes

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A sabedoria

Acredito que todo pessoa deveria crer em alguma coisa, defender uma bandeira. Aquele que diz não ter lado ser neutro a tudo, e que não levanta bandeira nenhuma, é covarde e não é capaz de defender a si próprio. Apesar de que é muito difícil defender algo quando não se motivo para acreditar. Mas eu não desisto nunca.
Talvez por se um dos muito exilados no meu próprio país eu penso desta forma. Não sou um exilado político, mas a política de qualidade de vida tem obrigado muitos deixarem sua terra natal, seus estados de origem para  se aventurarem em um mundo tão distante do seu habit natural.
Exilado, sim esta é a palavra apropriada. Somos exilados, por cauda cor, da condição financeira, por habitarmos na periferia, por ser nordestino, por ser gordo, feio, pobre, pelos sotaques, dialetos que usamos.
Somos exilados na saúde, na educação, no lazer. Sobrevivemos, olhando como por uma janela os ricos viverem.
 E quando vejo as lágrimas dos oprimidos e a força  do lado de seus opressores, entendo o que quis dizer Salomão quando disse que a opressão faz endoidecer até o sábio, mesmo assim  não desisto e continuo defendo minha bandeira, e acreditando que melhor é a sabedoria do que a força ainda que a sabedoria do pobre seja desprezada.


Francis Gomes

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Filhos ladrões,  miséria da pátria


O sorriso alegre estampado no rosto da triste nação pobre, é um tapa na cara dos infelizes governantes deste povo. É a teimosia contra a persistência.
Geração corrupta e perversa de olhos altivos e pálpebras levantadas de dentes afiados para consumirem os aflitos e necessitado, mas nem percebem o nada que são, e que a soberba deles o tem abatidos. Timosos que são mais cedo ou mais tarde verão seus erros, mas os persistentes chegarão à vitória, porque sete vezes cairá o justo, mas os ímpios tropeçarão no seu próprio mal.
Não há miséria maior para uma pátria, que ter filhos ladrões. Isto é miséria. A fome, o desemprego, a falta de moradia não é miséria é descaso público e renda mal distribuída.
A constituição diz que, todos têm  direito a ao trabalho, a saúde, moradia, educação, a segurança e assistência aos desamparados. Mas isso é muito interpretativo. Todos têm direito de sonhar, mas só os que correm atrás, buscam, lutam podem ter a sorte de realizar, digo podem  por que nem sempre é possível.
O volto que a constituição diz que é um direito, é uma obrigação imposta pela política.
O que falar de  moradia para os que vivem na rua? Da educação para os analfabetos? Da segurança para quem é assaltado? Da saúde para os que ver seu filho morrendo nas filas dos hospitais. Da assistência aos desamparados para os que vivem no lixo, se alimentam de lixo, e quando morrem são enterrados como indigentes. Nada.
A única resposta que ainda persiste, é este sorriso alegre da triste nação pobre de minha pátria. É um tapa na cara, mas não é o suficiente, é preciso nocautear, levar a lona, quebrar a espinha dorsal desta víboras para que rastejem pelo pó também. Só há uma forma para derrubar estas sanguessugas do poder, aprendendo dizer sim, com um não.

Francis Gomes


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ContraDeusCão

Quanto mais acredito em Deus, menos acredito nos homens. A natureza e sua força poderosa, o céu, o mar tudo isso é a prova que Deus realmente existe e que faz maravilhas. Por outro lado, quando vejo filho matando pai, e pai mantando filho e toda espécie de males acontecendo é a prova maior que o diabo também existe e está sempre por perto. Resta-nos saber, de quem nós estamos mais próximo, e não quem está mais próximo de nós.


Francis Gomes

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Alunos comentem duplo homicídio


Sexta feira. Dezessete horas e quarenta e cinto minutos, do dia vinte e cinco do mês de novembro de dois mil e onze. Um dia comum, para eu que chegava do trabalho e para muitos, menos para os estudantes da Escola Osvaldo de Oliveira Lima que estudam no horário da tarde.
Ao passar em frente à escola percebi algo estranho e seria impossível não perceber, até um cego perceberia porque provavelmente tapeçaria na multidão de mutilados pelo chão. Uma mulher com dois sacos cheios, e reclamando de tantos pedacinhos dos mutilados espalhados pela rua.
Perguntei o que estava acontecendo e a resposta, me deixou, triste, revoltado,  indignado para melhor falar.
Naquela hora vi dois crimes absurdos sendo cometido ao mesmo tempo. Os responsáveis pelo crime solto e os irresponsáveis também.
O primeiro grande crime cometido. Crime contra a natureza, em uma  época em que todos dizem se preocupar com o meio ambiente, reciclagem, sustentabilidade a gente ver pessoas nadando contra a corredeira, remando contra a maré.
Segundo crime, tão grave quanto o primeiro. Conhecimentos em pedacinhos. A língua mãe desrespeita, a geografia em alto relevo mostrava a história pelos ralos e esgotos, a matemática somava os crimes, subtraia o tempo de vida e dividia a culpa  por dois.  Livros rasgados.  Isto mesmo, livros rasgados, vou repeti para os que acharam engraçado ou para quem não entendeu ainda o tamanho do crime, livros rasgados.  Mas voltando à resposta da mulher:
 - Hoje era o ultimo dia de aula destes imundos, e saem fazendo isso. Não sei que tipo de educação  receberam em casa ou  na escola para no ultimo dia de aula, sair rasgando seus livros e cadernos e espalharem pelas ruas. Você acha uma coisa desta!
Dentro de mim a pergunta que não quer calar: Quem é  o irresponsável por tudo isso, digo irresponsável sim senhor, pois não vejo responsabilidade nenhuma nisso.
Pensamos juntos, se os livros foram distribuídos gratuitamente, e não serão utilizados novamente, deveriam ser recolhidos de volta para que o governo mandasse para incinerar ou reciclar, isso não é feito, então o governo  é culpado.  A escola  por sua vez não faz nada também.  Ela poderia não esperar apenas  pelos órgãos responsáveis, e logo no inicio do ano já preparar uma campanha para recolher este material, um ponto de coleta para os livros.
Para eu, livros são como filhos abandonados enquanto muitos desprezam outros estão desesperados por um.
Por outro lado, os pais será que perguntam aos seus filhos o que fizeram com os livros e cadernos? Certamente que não, nem mesmo aqueles que estão  tirando os papéis de sua calçada.
Então aqui vai minha resposta a esta vergonha, este crimes contra a natureza, e contra o verdadeiro conhecimento, os livros.
Quem rasga um livro, não rasga apenas papéis cheios de letras, números e figuras. Mas rasga parte da história, tira  de quem não pode comprá-lo o direito de se tornar mais sábio, mais culto, mais humano.
Quem rasga um livro, apaga o passado, deixa a história incompleta no presente, e muito provavelmente  torna para os outros e si mesmo o futuro muito longe do que ele próprio deseja.

 Francis Gomes

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Meu retorno




Como uma andorinha vagando pelo ar...
Como um homem que ainda é menino
Assim sou eu forasteiro e peregrino,
Preparando meu retorno ao velho lar.

Me arrepio e choro só em pensar...
Naquele abraço e no sorriso divino!
Seu eu pudesse mudaria  o destino,
Para nunca mais ver mamãe chorar.

Chego e entro sorrateiro,
Quero causar quem sabe, uma surpresa,
Mas me enganei, mamãe me viu primeiro.

Deu-me um abraço da profundeza!
De um coração que me esperava o tempo inteiro,
Pois de minha volta tinha esta certeza.





Francis Gomes

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Muito mais importante que o dinheiro é conhecimento. O dinheiro não trás conhecimento, paga estudos, mas conhecimento trás o dinheiro.

Francis Gomes

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Coração Bandido


Este coração bandido
Já nem liga para mim
Bate dentro do meu peito
Mas não pulsa mais por mim

Chora dentro do meu peito
Implorando por você
O meu coração bandido
Prefere acabar comigo
Que esquecer de você
        
Não me dá mais atenção
Volte e meia quer te ver
Prefere esquecer de mim
Que esquecer de você

Sempre me contrariando
É um carro na contra mão
Ter um coração assim
Melhor não ter coração.





Francis Gomes

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

para refletir

Enquanto a cor da pele, a origem, a estatura e o porte físico for mais importante que a capacidade,  mostra  o quanto regredimos e que ainda temos muito que evoluir.

Francis Gomes

Também sou gente




Eu falo sem ter vergonha,
Se não posso ser montanha,
Sou uma pedra no sapato.
Mas eles querem que eu morra,
Seja um atleta e não corra,
Apanhe e fique calado.

Eu vejo a morte de perto,
E me dizem que não é certo
Falar da minha desgraça.
Sou tratado como um bicho
Me alimento de lixo,
E durmo em banco de praça.

Chamam-me de vagabundo,
Pé inchado, porco imundo...
Por que não vai trabalhar?
Bêbado pela a esquina
Coloca a culpa na sina,
Tem mesmo é que se ferrar...

Mas eu vou fazer o que?
Eu nunca aprendi ler,
Trabalho ninguém me dá.
Mas imagine você,
Não tenho nem pra comer,
Como é que eu vou estudar?

Escola eu não conheço,
Faculdade eu desconheço...
Só vejo os outros falar,
O que eu passo é desumano,
E os direitos humanos,
A onde diabo ele estar?                                                                                                             

Este é o nosso regime,
Se o homem comete um crime,
Tem o estado para cuidar.
Enquanto é negligente,
Matando o povo inocente
Porque não quer ajudar.

E querem que eu me cale,
Morra e nada fale,
Afinal, lixo não fala...
Mas eu sou lixo orgânico,
Daquele que causa pânico,
E a nação se abala.

Por isso eu falo, falo e falo...
Morro e não me calo,
Sou mesmo um bicho,
Daqueles que tudo come,
E pra não morrer de fome,
Precisa viver do lixo.

Restos de comida, peixes crus,
Disputo com os urubus,
Vira lata, varejeira, em fim,
Onde o dinheiro domina,
O que o homem abomina,
É o que sobra pra mim.

Ei, sou pobre, sou desprezado,
Vivo por ai largado,
Sou mais um sobrevivente.
Sei que pareço com um bicho,
Me alimento de lixo,
Mas lembrem, também sou gente.





Francis Gomes                                                                                                                             

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O prazer e a importância de ler

Ler não é apenas  foliar as páginas de um livro, percorrendo  com os olhos o que as entrelinhas descrevem, com  o pensamento em outro lugar. Ler, é ouvir o barulho das páginas passando com o mesmo prazer que se escuta uma chuva fina no telhado. É sentir o cheiro de papel novo ou velho, principalmente o velho de um livro antigo de páginas amareladas do mesmo modo que se sente o cheiro da brisa das manhãs de primaveras.
É viajar, dá a volta ao mundo sem sair de casa. Conhecer outras culturas, outros estilos de vida, dialetos, linguajar regionalístico. Poder viver o passando estando no presente, imaginar o futuro, viver o presente de uma forma mais humana se tornar mais  culto, mais sábio, porque é isso que faz um bom livro, uma boa leitura. Nos faz cidadão. Todos nascem ser humano, mas o cidadão ele é formado, preparado para enfrentar o mundo, e os livros tem este poder.
Ler é viver  outro mundo. Um mundo real, fictícios, fantástico. É deixar o corpo preso e o  espírito livre a mente aberta e preparar o coração para as aventuras da vida real.
É descobrir os ministérios de uma boa história, a cada frase, cada parágrafo descobrir um segredo que nos faz entender melhor a alma do outro.  Sair da mesmice e adquirir conteúdo para fala com quem quiser, sem medo. Falar sem se preocupar com besteiras que possam sair da boca, porque as palavras fluirão como água em fontes nas colinas, e serão agradáveis como o perfume das flores.
Por isso leia, leia o que quiser:  poesia, contos, crônica, cordel, gibis, romance, leia também a bíblia se preferir, mais leia e verás se o que eu falo é real ou não. Leia e tome a liberdade, e tenha o direito de falar se estou certo ou errado.


Francis Gomes

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A arte de escrever


Escrever, não apenas dom é técnica.  Não é como fazer salada de frutas, que você escolhe as frutas de sua preferência, corta em pequenos cubos e pronto, é muito mais que isso.
E uma da mais antiga arte.  Começando pelos escritos em pedras, couro,  pergaminhos até chegar ao papel.  Da mesma forma que o pintor passa todo seu sentimento para uma tela assim também é com a escrita ou pelo menos deveria ser. Começa pela escolha da tela, da tinta, do pincel. As tintas são misturadas para criar uma uniformidade de acordo com o que a obra vai pedindo.
É preciso pincelar,  se afastar olhar de perto, de longe, tornar a pincelar da mais uma,  duas, outra e mais outra olhada, até que a tela comece sorri para o criador.
Escrever é isso.  Como falou Graciliano Ramos, é como faz as lavadeiras, lavam a roupa,  ensaboa , põe para quarar, enxágua, bate, espreme, torna a bater,  espreme e depois põe pra secar. Quem se mete a escrever deve fazer desta forma.
Não basta apenas juntar um monte de palavras bonitas e passar para o papel. Não.  Precisa muito mais.
È como fazer a construção de uma casa. Primeiro, prepara o terreno, esquadreja,  faz os Alicerces. Levanta a estrutura. E depois que tudo estiver caprichosamente levantado, em nível e alinhado, vem o acabamento e depois do acabamento ainda vem à limpeza.
Isso é escrever. Vem à  idéia, passa pra o papel. Ler uma, duas, duas, três e outras tantas vezes, fazendo  os cortes, enxaguando como as lavadeiras, e quando tiver enxuto, limpo como a roupa branca no sol, quando ele sorri para você, o acabamento final esta feito.  Aí é presentear o leitor com o que você tem de melhor naquele momento.

Francis Gomes