sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Meus queridos o Fesc Suzano esta bombando, vejam algumas fotos de uma das noites de apresentações, e o melhor todos os estilos, todas as tribos, salve, salve nossa cultura











segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sarau do Ademar

O escritor Sacolinha, dando continuidade a caravana de lançamento de seus livros, PERIPÉCIA DE MINHA  INFÂNCIA E ESTAÇÃO TERMINAL,  foi ao sarau do Ademar, lá onde o a resistência é uma prece, os corações pulsam resistência, e nas veias dos guerreiros não corre sangue, corre resistência, contra todos aqueles que insistem em pensar que favelado não pensa, e não agem, mas estão enganados, nós somos a resistência não até a morte, mas até vencermos.






Esta aí não falta em nenhuma, digo a Landinha!

domingo, 12 de setembro de 2010

LUIZ AYRÃO NO PAVIO DA CULTURA

O pavio da cultura em Suzano realmente, uma parceria da secretaria de cultura e a Associação Cultural Literatura no Brasil, cresce a cada evento realizado, após receber visitantes de Portugal, Itália, Alemanha e outros países, ontem foi a vez do grande músico e cantor Luiz Ayrão se apresentar no pavio, isso abrilhantou muito mais a noite e os artista que normalmente frequenta o pavio, também serviu para encorajar novos artistas  participarem do evento que se realiza todos os segundos sábados do mês. Valdivino, um grande artista, simples e Humilde, teve a honra se tocar para Luiz Ayrão, acho que ele nunca imaginou um dia se apresentar com um artista como Ayrão, dividindo o mesmo palco, mas isso são coisas da vida, está no lugar certo, na hora certa e olha que tinha outros músicos lá em, mas Valdivino foi o menino escolhido.
Teve ainda a divulgação dos ganhadores do 6º Concurso Literário de Suzano - Edição Carolina Maria de Jesus, onde forão conhecidos os 22 ganhadores e participantes da revista Trajetória Literária VI, que será lançada em dezembro próximo. Os 4 primeiros colocados receberão premiação em dinheiro.
Alem disso, teve muitos outros artista de diferentes vertentes que se apresentaram. Como sempre foi um show o pavio da cultura.
Quem não foi perdeu, mas pode ver as fotos e ir na próxima edição.

Valdivino e Luiz Ayrão

Luiz Ayrão

O todo poderoso Sacolinha

Mãe e filha, Maria Cristina e Jady

Francis Gomes

Nelson Olavo

Caique e Jardel

Francis Gomes

O trio Fantástico, Marcio Sam, Nelson Olavo e Sacolinha

Pétrison

Zé Fernandes e Valdivino

O Homem sincero e Guel Brasil

Débora Garcia

Guel Brasil


sábado, 11 de setembro de 2010

O PRESIDENTE EM SUZANO

LULA LÁ, E LULA CÁ TAMBÉM



10/09/2010, esta data é para ficar na história de Suzano, pela primeira vez um presidente eleito pelo povo, pisou neste solo abençoado, para a inauguração do INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO PAULO, e esta terra sagrada pelos olhos de seu povo pôde ver e sentir o carisma de líder nato, simples como o povo, que fala a língua do povo, e que tem trabalhado para favorecer os mais pobres, para tirar nosso pais da miséria e do analfabetismo que envergonha nossa nação, mas para isso mudar, o filho de uma analfabeta tornou-se presidente da republica de nosso pais, um torneiro mecânico nico, que sabe o valor que tem uma profissão, que entende como ninguém a falta de estudo, e por isso tem lutado e trabalhado para que nossas crianças tenham futuro melhor que o nosso e nossos antepassados. Presidente Luíz Inácio Lula da Silva, um filho do nordeste, não diria um filho do Brasil como o filme, mas um pai do Brasil, obrigado presidente por representar tão bem, nosso povo e nosso país por onde tem passado.
Que pena, que o tempo passa tão rápido, que pena que seu mandato está terminando, que pena não termos um presidente Lula para sempre. O melhor presidente até o momento que este país já teve, e difilcimente terá outro igual, porque melhor, isso é praticamente impossível.
Como nordestino que sou tenho um orgulho dobrado, tanto que se eu fosse escrever sobre este fenômeno chamado Lula, que de retirante fugindo da seca para líder sindical e de líder sindical, a presidente, o mais popular da história. Mas o tempo é pouco, e as fotos falam por si só, vejam abaixo.
INFELISMENTE PARA OS QUE NÃO GOSTAM, Barack  Obama, presidente dos Estados Unidos da América, TEM RAZÃO QUANDO AFIRMOU:
                                  
                                                       HE IS THE MAM.
               
                                      






















quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O bicho que cresce com a distância e o passar do tempo

Cheiro de terra


Sinto saudades
Daquele cheiro de terra
De ouvir no pé de serra
O canto da juriti
Nos fins de tarde
Quando o sol estava se pondo
Ver os pássaros voando
Procurando onde dormir

Em revoada
Chegavam fazendo festa
Parecia uma orquestra
Voando no céu azul
De minha casa
Eu ouvia na colina
Cantar o galo campina
E o saudoso uirapuru

Sinto saudades
Das noites de pescaria
Quando eu ficava em vigília
Sentado a beira do rio
Observando
Aquela lua que beleza
Com uma fogueira acesa
Para me aquecer do frio

Sinto saudades
Do meu cavalo alazão
Da perneira e do gibão
Do bom tempo que se foi
Hoje só resta
Daquele tempo passado
Um retrato desbotado
Do velho carro de boi

O meu berrante
Hoje vive empoeirado
Na parede pendurado
Nunca mais pude tocar
Pois só em vê-lo
Meus olhos enchem de lágrimas
Parecem um rio de água
Eu não posso controlar

A onde moro
Aqui nas terras do sul
O céu não é tão azul
Como é no meu lugar
E o por do sol
Não tem a mesma alegria
Não tem pássaros em cantoria
Como existia lá

Até a lua
Parece ser apagada
Já não é tão prateada
Como é no meu sertão
Para matar
A saudade que eu sinto
Rabisquei estes rabiscos
E saiu esta canção

Canção que fala
De um caipira entristecido
Que hoje vive aborrecido
Embrenhado na cidade
E quando escuta
O choro de um violão
Lembrando as coisas do sertão
Ainda chora de saudades



Francis Gomes

terça-feira, 7 de setembro de 2010

viajando na leitura

De volta ao passado




Sempre falo que ler, é viajar por outras terras, ou países, Por outro mundo viajar também é voltar ao passado. Eu que escrevi dois textos intitulados, o sertanejo, um cordel, e um conto, lendo o maravilhoso livro de José de Alencar, O Sertanejo, viajei, voltei ao passado e voltei a minha terra, andei pelas trilhas e veredas do meu sertão cearense.

Quem conhece Francis Gomes o poeta e cordelista, sabe um pouco da paixão que tenho por minha terra, o meu orgulho de ser nordestino, mas talvez não perceba a imagens lindas do meu sertão que trago dentro de mim, que às vezes tento apresentá-las em meus textos nem a tristeza por viver longe desta terra querida.

Lendo o livro, o sertanejo, voltei às trilhas e veredas do meu sertão, foi como se eu tivesse sentado a calçada de nossa velha casa a beira da estrada as margens rio Amaro no sitio Várzea.

Lá eu sentava ou deitava na calçada de barriga pra cima, braços abertos, olhando o céu observando os pássaros voado procurando algum lugar onde dormir, vendo aquela bola prateada, uma mistura de vermelho com amarelo que formava esta cor difícil de descrever ao certo, era o sol se pondo atrás da serra. Os pássaros alem de formarem nuvens no céu azul, também era como uma orquestra voando entre as nuvens.

Os urubus voavam tão alto que às vezes ficavam entre as nuvens, as andorinhas estas eram tantas voando juntas que eu tentava contar, mas impossível, pequenas grandes subindo e descendo.

E lá na beira do rio, nas moitas de mufumbo, nos pés de oiticica cantavam os pássaros pretos, os sabiás, o azulões, cancãos, o bico de osso e muitos outros pássaros mais ariscos.

E astro maior continuava de escondendo por trás dos montes, a noite ia chegando às estrelas começam a surgir no céu azul, os cantos dos passarinhos davam lugar aos da cigarras dos grilos dos sapos.

Eu ficava contando as estrelas, observando à rainha da noite que surgia elegantemente, deslumbrante enamorada dos amantes e musa dos poetas, a deusa da noite.

Enquanto isso, os vadios pirilampos entre as folhas passeavam entre as folha das árvores, enquanto isso meus olhos iam se fechando, eu ouvia na fundo uma voz bem longe a me chamar, era mamãe me chamando para deitar, mas eu dormia ali mesmo, até mamãe ou papai me levarem para rede.

Amigos depois contarei outros momentos maravilhosos que passei na minha infância no meu nordeste, e olha que foram muitos.





Francis Gomes

domingo, 5 de setembro de 2010

O MUNDO ESTÁ CHEIO DELAS

Heroína



Você acha que sofre? Que já sofreu mito na vida? Não. Não sofreu nada que se compare a esta extraordinária pessoa. Ela não nasceu veio ao mundo, como uma estrela cadente. Talvez o mundo não a esperasse como espera a todos.

O seu nascimento foi uma vitória. Sim uma vitória, ou um milagre. Sua mãe, mãe! Se é que a posso chamá-la de mãe, está mais para genitora, creio que nem isso, eu diria coisa pior, as genitoras têm coração, ela parece que não tinha. Pois tentou matar a própria filha ainda quando era um simples feto, depois aos seis, sete, oito e até aos nove meses. Mas a misericórdia de Deus não permitiu tamanha atrocidade contra um ser inocente, cujo nascimento foi um milagre.

A quem eu poderia comparar tal mulher? Mulher, que mulher! Insastifeita com o insucesso das tentativas de homicídio largou sua filha à própria sorte. Tanta crueldade supera a da serpente. Sabemos que a serpente não pensa, e quando nascem seus filhotes, eles precisam correr para não serem engolidos pela mãe.

Mas a força e coragem deste pequeno ser, eu comparo as crias de tartarugas. Estas, por sua vez ao nascerem, precisam escavar as areias quentes da praia, para saírem do buraco onde nascem, e superando isto, precisam fazer longa caminhada até chegar à praia. Pelas ondas são levadas até alto mar onde tentam sobreviver, fugindo dos predadores que habitam os mares. Quando se tornam adultas, precisam escapar dos piores de todos os predadores; os homens.

E assim, esta mulher, caminhou sempre solitária pelas estradas da vida, seguiu longa jornada sem pai, sem mãe, apenas Deus para guiá-la. Deste modo lançou-se nas muitas águas deste mudo tribuloso, escapou dos muitos e terríveis predadores humanos. Guerreira. O tempo passou, ela cresceu, tornou-se uma linda mulher. Eu particularmente tive a honra de conhecê-la pessoalmente, admirá-la por sua beleza e força interior hoje, a considero simplesmente uma heroína, que não saiu das histórias em quadrinhos, mas da vida real, para a vida real.





Francis Gomes.

Elas são de mais

Mulheres




São como lindas estrelas
São como rosas vermelhas
Em um jardim perfumado!
Igual a lua e sol
Formando um só arrebol
No mesmo reino encantado.


É cada sorriso lindo
São como flores se abrindo
Nas tardes de primavera!
São como pedras brilhantes
Colares de diamantes,
Tê-las pra mim, quem me dera!


São como a noite e o dia,
Cheio de encanto e magia!
Faz Parar até o vento.
Têm a essência das flores
Que enchem as almas de amores
E penetra no pensamento.


São loiras, brancas, morenas..
São altas, baixas, pequenas,
De qualquer jeito são belas.
Sempre nos levam ao delírio,
São para os olhos colírio
E não vivemos sem elas.


Elas são verão e inverno
Nos leva ao céu e ao inferno
Tufão de ódio e amor
Mesmo com todos os defeitos
São os seres mais perfeitos
Que o Deus eterno criou.



                         Francis Gomes

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

É HORA DE SABER ESCOLHER

Meus amigos, a eleição está ai, é muito importante sabermos em quem vamos votar, quem nos representará, portanto, observem as propostas de cada um, escolha quem realmente tem compromisso com o povo, conosco. abaixo, uma poesia escrita em 1990 e infelizmente até hoje continua atual. observem, leiam, comentem.



Meu Brasil






Sou um cidadão comum

Como muitos, infeliz!

Também não sou um poeta

O pessoal é que diz

Mas por viver revoltado

Com o peito machucado

Vou falar do meu país.



Nunca vi país tão rico

Quanto à pátria Brasileira!

Faz pena muitos políticos

Só sabem fazer besteira.

Por isso nosso lugar

Quem vive a trabalhar

É cachorro sem coleira.



Meu Brasil, eu te pergunto:

De todo meu coração

Sobre esta tua lei

Chamada constituição,

Que só dar direito aos ricos

Como se não existisse

Pobre em tua nação.



Estes teus representantes

Fingem que não me escutam

Falo mas para eles

Minhas palavras são mudas,

Por isso que teu progresso

Está sempre em regresso

É sempre o mesmo e não muda.



Que coisa feia Brasil!

Eu fico indignado.

Os juízes, os ministros

Vereadores, deputados,

Roubam os operários

Aumentam os próprios salários

E não são indiciados.



Meu Brasil tenha certeza

Você precisa mudar

Teus filhos se envergonham

De tanta corrupção que há

E através dos meus escritos

Escuta Brasil meus gritos,

Pois venho te perguntar:



Meu Brasil, por que será,

Que você é deste jeito?

Tudo existe de bom,

Só os ricos têm direitos

A uns tratamentos nobre

Enquanto trata teus pobres

Sem carinho, sem respeito.



Meu Brasil, ver se acorda!

Enfrenta a realidade.

Os pobres também precisam

Viver com dignidade.

Ver se muda e transforma

Tuas leis em uma norma

Que sirva a comunidade.



Desperta pátria criança

De céu azul como anil.

Acorda pequeno jovem

De coração varonil.

Traz a bandeira no peito

Vem defender seus direitos

Nas ruas do meu Brasil.



Esqueça que você é,

Uma pessoa gentil.

Vem mostrar para o mundo

A tua face hostil,

Vem proclamar a verdade

Desmascarar os covardes

Políticos do meu Brasil



Meu Brasil peço desculpa,

Por falar de te ruim

Sei que você não tem culpa

De tudo que fazem a mim.

Mas os teus representantes

Teus políticos ignorantes

Fazem-me pensar assim.











Francis Gomes

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O amor não tem secredo

O segredo








Quem te contou meu segredo,

Que a sete chaves eu guardava?

Pois eu não contei para lua,

Nem também para estrela Dalva,

Não contei para nuvem escura,

Nem tão pouco a nuvem alva.

Por ventura percebeste,

Quando bem perto eu chegava?

Talvez pelo o meu ciúme,

Da maneira que eu te olhava,

Ou quem sabe a ofegante,

Forma como eu respirava.

O meu jeito atrapalhado,

De nervoso até suava.

Ou ouviu meu coração,

Da forma que ele pulsava?

Será que leste em meus olhos,

O quanto eu te desejava?

Ou foi Deus que revelou,

Nas noites que tu sonhavas?

Nem para meu melhor amigo,

Nem aos santos eu revelava,

Nem ao vento quando ia,

Nem ao vento que voltava,

Nem mesmo aos passarinhos,

Meu segredo eu confiava.

Porque somente para Deus,

Este segredo eu contava.

Será que foi um dos anjos,

Que ouviu quando eu falava?

E ficou com dó de mim,

Quando por ti eu chorava?

Talvez naquele momento,

Um anjo ali passava,

E ouviu meu coração,

Enquanto ele murmurava.

Ou leste meus pensamentos,

Enquanto eu sussurrava.

Então; como soubeste tão cedo?

Quem te contou meu segredo,

Que a sete chaves eu guardava?

Quem te falou que eu te amava?




Francis Gomes

05/10/2005