domingo, 15 de maio de 2011

Análise Sintaxe a dois

Sou um sujeito simples
De voz ativa objetiva e direta.
Tenho meus adjetivos,
Nada absoluto
Bem primitivo é verdade.
Mas a patroa,
Abusa do uso das expressões
A fim de me fazer sentir complexo de inferioridade.
Segundo ela
Sou um artigo sem valor
Na conjuntura da frase.
Uma preposição inútil
Que não faz falta.
Um verbo intransitivo
Mas inconjugável no passado,
Presente e futuro,
Com muita  sorte
No  pretérito imperfeito.
E que ela tem predicado
Para me fazer objeto
Diretamente subordinado a ela.
E ainda pode me tornar sujeito oculto
E substituir-me por uma segunda
Ou terceira pessoa a qualquer tempo.
Mas analisando
A colocação de suas palavras
Percebo que são  subjetivas,
E tudo isso não passa de relutâncias verbais.
Apesar de ela ser possessiva e radical,
Eu bem sei que
Na hora a H,
Na justaposição em que
A vogal liga a consoante
Ela abre aspas
Fecha parênteses
Quando se faz necessário
O uso do travessão,
Ela olha para mim
Com olhar de exclamação,
Faz sinais de reticências
Entramos em uma
Concordância nominal
Quando os sons das sílabas
Passam ser vibrantes
E os ditongos crescentes são orais
Sou eu que determino o ponto final.


Francis Gomes


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Meus queridos, por falta de tempo por causa da correria dos lançamentos do meu livro, não atualizei o blog estes últimos dias, mas estão ai as fotos dos lançamentos na Livraria Suburbano Convicto, do Poeta, escritor e apresentador Alessandro Buzo e na Cooperifa.


Cooperifa lotada e o povo lindo e inteligente vibrando.


                                                                         Mesa de livros

O grande poeta Sérgio Vaz

o povão

o poeta Márcio



ela tá em todas

o escritor Sacolinha

eu fazendo a poesia meu Brasil


esta aí já ta recitando






Sarau Suburbano Convicto e o lançamento no dia que o sarau fazia um ano de vida
valeu Buzão


eu e o guerreiro Buzo






a escritora e poetisa Elisandra



o poeta Marco Pezão

o poeta Paulo Odair



Buzo quase chorando por se homenageado

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Meus queridos nesta terça feira dia 10/05/2011 como já havia comentado, estarei na livraria Suburbano Convicto do Escritor  Alessandro Buzo no Bixiga. Na quarta feira dia 11/05/2011 estarei no badalado e fervoroso sarau da Cooperifa, um projeto do grande poeta Sérgio Vaz e família Cooperifa, fazendo o lançamento lá também. conto com a presença de todos.

Grande abraço.

Francis Gomes.

sábado, 7 de maio de 2011

Em homenagem a minha mãe e todas as mães do mundo, estes poemas deste poeta. Minha  progenitora, minha heroína, uma rosa nascida nas brechas das rochas na sequidão do nordeste,  resistente como o mandacaru e a macambira. E dela, jorra amor do seu coração como a rocha jorrou água no deserto quando foi ferida por Moisés. A ela meu amor, minha vida.


                                


                                                  
                                Mãe


Se eu soubesse fazer um poema;
Que falasse do amor;
Do brilho do sol e o seu resplendor,
Das aves que voam na imensidão do espaço
Das flores e seu agradável odor,
Das obras perfeitas do Deus Altíssimo
Em tudo que Ele criou!
De Jesus Cristo seu Filho,
O quanto ele nos amou!
Há! Se eu soubesse fazer um poema
Contando tudo que meu coração pensou,
Do principio ao fim
Descrevendo o amor;
Há! Se eu soubesse fazer tal poema!
Que pena! Poeta não sou;
Mas se eu soubesse fazer tal poema,
Que descrevesse o amor;
Eu descreveria: “você minha mãe”
A razão maior de eu ser o que sou
A você “minha mãe”
Que no seu ventre me gerou
Descrevo estes pequenos versos
Ainda que poeta não sou
Mas se falei de minha mãe
Certamente descrevi o amor
Na eficácia de sua glória
No auge do seu resplendor.
                                                          
                                                               Francis Gomes


 

Mãe meu tudo



Neste momento,
Elevo meus pensamentos...
E busco sabedoria
Para descrever em versos
Minha mãe,
Minha maior alegria,
Meu motivo de sonhar,
De viver, de lutar e vencer,
A razão da minha vida,
Sem ela não sou ninguém,
A vida perde a magia!
Sem ela eu nem existia
Por ela eu faço tudo,
Choro, canto e pulo,
Por ela eu dou minha vida.

É o meu maior tesouro,
Nada é tão valioso,
Seu preço não tem valor,
É a obra mais perfeita,
Entre o céu, a terra,
O mar e toda natureza,
Em tudo que Deus criou,
Das estrelas, a que mais brilha,
E como brilha, brilha muito!
Do sol ela é  o resplendor,
É a essência da vida, sim ela é,
Uma nascente e fonte de amor,


E a mulher mais guerreira,
Lutadora, vencedora ela é perfeita,
Entre todas, que outra mulher gerou.

Minha mãe,
A mulher que me trouxe ao mundo,
Que me deu a vida e me ensinou a viver,
A mulher que  nas noites tenebrosas,
Quando eu chorava de frio,
Ela me enrolava,
Pegava-me em seus braços
Para meu corpo aquecer,
E quando eu estava doente
Sem saber falar o que tinha,
Ela chorava, chorava,
Com medo de me perder,
Oh, minha mãe,
Como eu gostaria de ser um poeta
Sim gostaria,
Para fazer um poema perfeito,
E dedicar a você;
Pena que não sou,
Mas nestes rabiscos que eu escrevo,
Quero gritar com muita alegria ao mundo inteiro,
Que eu, seu filho,
O seu filho ama você.





Francis Gomes


quinta-feira, 5 de maio de 2011

   A importância do perdão
            A MÂE DO CAIPIRINHA


Olha seu moço, me lembro como se fosse agora.
Já faz tanto tempo, é verdade,
Mas até hoje o meu coração chora,
Às vezes sinto ele sangrando de saudade.

Sempre que papai brigava comigo,
Aborrecido, eu ia chorar num canto de parede qualquer.
Mamãe me chamava, vem cá filho,
Me colocava no colo e me fazia cafuné.

Ás vezes eu nem tava sentindo mais nada,
Mas fingia, fingia mermo que estava,
Só pra ficar um pouco mais  no colo dela,
Era tão bom, que eu até cochilava.

Eu gostava daquelas mãos em meus cabelos,
Secando minhas lágrimas,  beijando meu rosto,
E falando: filho perdoa o papai,
Porque se você não perdoar ele morre de desgosto.

O papai do céu não gosta disso,
E vai levar o papai prá Ele, se você não perdoar.
Como eu gostava muito do papai,
Eu logo perdoava, como medo de papai do céu levar.

E assim era com todos os que eu gostava,
Papai, mamãe, vovô, vovó, e até meu cachorrinho Sassá.
Se me deixasse triste eu perdoava,
Só prô papai do céu num levar.

Minha mãezinha, nunca brigava comigo.
Nunca me fazia chorar, nunca me fazia sofrer.
Mas teve um dia que eu fiz lá uma traquinagem,
E sabe seu moço, ela precisou me bater.

Num momento de raiva. Coisa de criança.
Eu falei o que num devia falar naquela hora.
Chorando, zangado, disse prá ela:
Mamãe, eu nunca vou perdoar à senhora.

Oh! Seu moço, eu nunca devia ter falado aquilo...
Por isso eu acho que a culpa foi minha.
Num demorou muito tempo,
Papai do céu veio, e levou minha mãezinha.

Mas eu chorei tanto seu moço, tanto...
Falei prá ela que eu perdoava, era só ela ficar de pé.
Mas ela nem me ouviu, nem quis saber,
Me viu chorando e nem me chamou pra fazer cafuné.

Seu moço, eu tô tão arrependido do que falei,
Num sei prá que fui falar que num perdoava,
Tanto que ela me pediu, me avisou,
Se eu num perdoasse, o papai do céu levava.

Olha seu moço, por isso eu peço pra você:
Se sua mãezinha lhe bater, perdoe na merma hora.
Porque se a minha tivesse aqui, podia me bater o quanto quisesse.
Que eu perdoava, só prô  papai do céu num levar ela embora.

Porque depois que ela foi, a vida perdeu a graça,
Perdi a vontade de viver, nunca mais eu tive alegria,
Nunca mais ninguém me pegou no colo,
Nem me fez cafuné como mamãe fazia.









Francis Gomes









segunda-feira, 2 de maio de 2011

NA CONTRA MÃO

A que ponto chega o ser humano! Muitos comemoram a morte de Osama Bin Laden, como  se ele fosse o responsável por todos os problemas que acontecem no mundo. É verdade que ele matou muitos inocentes, mas enquanto formos capazes de comemorar a morte de alguém por pior que seja, mostra a nossa falta de amor e o quando o povo está distante de Deus.

domingo, 1 de maio de 2011

Tudo certo para mais um lançamento do livro ECOS DO SILÊNCIO


Fotos da Associação Cultural Literatura no Brasil na festa do 2º Festival da Cultura de Suzano.



Leitora vendo o livro Ecos do Silêncio

Estamos em todas


conversa de escritores  Francis e Sacolinha



E dá- lhe cordel

Galera da ACLB fazendo Paz e Amor

Francis Gomes fazendo cordel

Grupo Suburbaque


Grupo de dança

povão visitando nossa tenda

O escritor Sacolinha bêbado de sono.

Mesa de livros da ACLB

terça-feira, 26 de abril de 2011

Agenda de Francis Gomes

 Meus queridos, o mês de maio realmente vai ser correria com os lançamentos do meu livro, Ecos do Silêncio.
mas para começar minha  lista de compromisso, que não vai ser pouco para o mês de maio, já começa logo pelo ultimo dia de Abril.
Quem quiser participar comigo nas correria literária está convidado.


30/04/2011 Estarei fazendo uma apresentação com o pessoal da Associação cultural Literatura no Brasil no Festival de Cultura de Suzano no  Parque Municipal Max Feffer esquina das avenidas Brasil e Senador Roberto Simonsen – Jardim Imperador, a parti das 15 horas

01/05/2011 Estarei fazendo uma apresentação na festa em homenagem aos trabalhadores na Associação Cultural Suzanense Bukio, na Av: Armando Sales de Oliveira, 444 Centro de Suzano. aparti das 14 horas.

04/05/2011 No ponto de cultura Circulo das Letras, no projeto comunidade do conto, localizado no Bairro Jardim Revista, rua Bandeirante 606, aparti das 19 horas.

10/05/2011  Lançamento do meu livro na livraria Suburbano Convicto, do escritor e apresentador Alessando Buzo no Bixiga, São Paulo, as 20 horas.

11/05/2011 Lançamento do livro no espetacular e badalado Sarau da Cooperifa. Projeto do Grande poeta  Sérgio Vaz, aparti das 20 horas.

21/05/2011 Lançamento no Sarau O que Dizem os Umbigos na Casa de Cultura do Itaim Paulista. as 18 horas.

28/05/2011 Lançamento no Sarau dos Mesquiteiros, Projeto do meu amigo, poeta e professor Rodrigo Siríaco, em Ermelino Matarazzo. aparti das 19 horas.

E em Junho se tudo der certo e o Criador me permitir estarei fazendo um lançamento em Farias Brito minha cidade natal no Ceará.


Vida de poeta, é assim uma emoção a cada dia,e em cada dia uma história para contar.

Abraço a todos

Francis Gomes

http://www.poetafrancisgomes.blogspot.com/



segunda-feira, 25 de abril de 2011

Lembranças

Lembro-me. Ele pulava,
Brincava igual criança.
Bailava como um bailarino.
Saltava como um toro na arena,
Sambava igualmente um mestre sala
Reverenciando a bandeira,
Idolatrando a morena.

Lembro-me. Ele gargalhava,
Mas não de forma simples.
Sem pudor, sem frescura.
De maneira escandalosa.
Assim como faz um caipira
Em noite de lua cheia,
Ao escutar uma prosa.

Lembro-me. Ele voava
Como um trapezista do trapézio,
Pulando para o trampolim da vida.
Um cão bandoleiro.
Um pintor, na arte da alegria
Um domador indomável
Carnavalesco em grande folia.

Lembro-me. Ele vibrava
Como um goleador,
Que no último minuto do jogo
Marca o gol do título.
Mas hoje ele chora,
Como o Brasil chorou por Sena,
Ao bater seu veículo.

Lembro-me. Assim era ele
Um moleque vadio,
Brincando em meu peito,
Sempre que te via.
E agora é menino abandonado,
Um mendigo largado
Em noite escura e fria.




Francis Gomes
                                                                                                                              011 76154394 / 47490384