sábado, 15 de janeiro de 2011

A mentira



Sozinho em casa.
Outro dia eu estava pensando,
E assim meditando, meditando...
Sobre o que falo o que faço e o que sinto.
E de mente aberta,
Cheguei à incrível descoberta,
De que eu minto

Cada um.
Faça assim como eu fiz,
Seja seu próprio juiz,
Vasculhe o seu subconsciente.
Você pode até negar
Mas com certeza ele vai falar:
-Você também mente.

Sem meio termo.
Vocês, todos vocês,
Sejam verdadeiros desta vez.
Por favor, não inventem.
Acham que eu sou louco inconseqüente?
Que sou o único que mente?
Não. Vocês mentem.

Sim, é deste jeito.
Eu, tu, ele...
Nós, vós, eles,
Quase sempre fingimos.
Não estou aqui para acusar,
Eu apenas revolvi mostrar;
Todos nós mentimos.

Eu e você.
Estamos vendo uma mulher de mini saia,
Com uma blusa tomara que caia,
Um corpo que nunca vimos.
Eu falo: maravilhosa!
Você grita: apetitosa!
Percebe, mentimos.

Agora você.
Vai passando em um super carro,
Um cara de óculos escuro fumando um cigarro,
Você diz: lindo!
Para quem? Para o carro que sumiu?
Ou para o cara que nem viu?
Desculpe você está mentindo.

E agora!
Um trio de mentirosos, eu, ele e você,
Falamos do que não pudemos ter,
Afirmamos o que não vimos.
Por conseqüência sem perceber,
Tanto eu, como ele e você,
Na ocasião, mentimos.

Outro exemplo:
Imaginem o ... Todo ético,
Nos convida para ouvir um político,
No final todos nós aplaudimos.
Mas sabemos, poucos gostam de política,
Ao contrário, a maioria critica,
Mas para agradá-lo mentimos.

É sempre assim.
Estamos sempre fingindo,
Estamos sempre mentindo,
Por mais que sejamos rigorosos.
Seja no amor ou no financeiro,
Por mais que sejamos verdadeiros,
Somos sempre, mentirosos.

O certo é:
Mente quem perde e quem ganha,
Seja por medo ou vergonha,
Para tirar vantagem ou agradar alguém.
Desculpem-me por falar o que sinto,
A verdade é: eu minto,
Mas vocês, também.

Finalizando.
Para deixar por concluído,
Perdoem-me se fui atrevido,
Mas quero ver quem me desmente.
Quero ver quem tem coragem,
De fazer à sacanagem,
De falar que nunca mente.                                                                         


  Francis Gomes                                                                        

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Amar ou ser amado




Creia em Deus
Acredite na vida
Inspire-se no amor
Sem Deus não existiria vida
Sem vida não existiria o amor
Sem amor é impossível viver.
Nuca desista do amor
Jamais deixe de amar
Nunca sinta vergonha deste tão sublime sentimento.
Felizes os que amam, ainda que não sejam amados;
Porque pela intensidade do amor que sente
Torna-se capaz de amar até mesmo que não o ama.
Infelizes os que não amam, porque se é incapaz de amar que o ama,
Como poderia amar que não o ama?
Melhor é amar do que ser amado.
A grandeza do amor está em quem sente este sentimento em quem ama
E não em quem é amado.
O amor é medido pela intensidade que amamos, e não pela intensidade que somos amados
Porque se assim não fosse, todos serviriam a Cristo, que nos amou de tal forma,
Que deu sua própria vida por todos em prova de amor.
Não se faz uma grande obra por ser amado, mas faz uma grande obra quando ama.
Entre amar e ser amado escolha amar,
Assim terá certeza dos seus sentimentos e verá que será capaz de fazer algo que poucos fazem.
Creia em Deus
Acredite na vida
Inspire-se no amor
Saiba que você é capaz
                   Que você pode
Que você consegue
E que você vencerá,
Se amar profundamente o que quer,
O que tem,
Você pode ser feliz.

Francis Gomes                                                          

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Sabedoria animal



Há bicho tão inteligente,
Que pra ser gente,
Só falta falar.
Enquanto muitos,
Para ser bicho,
Não falta mais nada.
Até evoluiu. Aprendeu falar.
Imagina que pensa, mas age sem pensar.
E o pior, não obedece.
Coisa que muitos bichos fazem.


Francis Gomes

domingo, 9 de janeiro de 2011

NORDESTE, MINHA JERUSALÉM


Meus  Queridos, só quem nunca sentiu saudades não sabe o que significa uma dor infinita. É o tipo de dor que não tem cura. Quanto mais o tempo passa mais aumenta. Se o  oxigênio é o combustível do fogo, a distancia é o que faz a saudade queimar dentro do coração, como uma brasa viva, uma  chama de labaredas altas, que tortura sem parar.
O nordeste brasileiro é uma coisa muito louca. Ao mesmo tempo em que é lindo maravilhoso, um paraíso, também é um inferno. Quando chove o nordeste é um paraíso, mas quando a seca castiga é um inferno. É muito sofrimento, para homens mulheres e crianças.
Mas muito mais para o animais, que morrem de sede e fome. E o pior, é a pergunta que fica na cabeça e no coração deste povo sofredor: Como explicar que na maior parte do país,  as pessoas, as cidades são devoradas com tanta chuva e o nordeste é devorado pela terrível e temida seca?  Será realmente um propósito de Deus? Ou será culpa do próprio homem? Eu não sei. O que eu sei, é que a saudade é algo tão inexplicável quanto a seca no nordeste, porque mesmo com tanto sofrimento, quase todo nordestino, vivendo como ovelhas desgarradas em outras terras, distante da terra natal ainda choram de saudades. Isso me faz lembrar o que falou o Salmista Davi:
Junto aos rios da Babilónia nos assentamos e choramos lembrando-nos de Sião. Porque aqueles que nos levaram cativos, nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: cantai-nos um dos cânticos de Sião.
Mas como cantaremos o cântico do Senhor em terra estranha?
Se eu esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza.
Apegue-se-me a língua ao paladar se eu não lembrar de ti, e se não preferir Jerusalém a minha maior alegria. Salmos: 137, 1 ao  6.
Assim sou eu, lembrando do meu sertão, do meu Farias Brito. Por mais que eu seja um vencedor, por mais que minha boca profira cânticos, e meus lábios sorrisos, enquanto o eco de minha voz ecoa por toda pais, o eco dos sons do nordeste eco, e ecoará para sempre em meu pensamento e no meu coração pra sempre.


Francis Gomes


Lembrando as Coisas do sertão

Lembrando as coisas do sertão
E tudo que lá passei
Eu me pus a meditar
Eu me pus a rabiscar
De tristeza eu chorei
       
Lembrando aquele povo simples
Aquela gente tão sofrida
Uma nação sem ter nome
Castigada pela fome
Pela vida esquecida

Lembrando aquele gado magro
Sem ter água pra beber
O que dar mais dó ainda
Perambulando na caatinga
Sem encontrar o que comer

É de cortar coração
O que nosso povo passa lá
Crianças de pé no chão
Pede um pedaço de pão
E seus pais não podem dá.

Onde estão os governantes
Que não olha nosso povo
Passa anos e mais anos
Sai fulano entra beltrano
Nada acontece de novo.

Só resta apelar pra Deus
Senhor de toda nação,
Já que o homem não cuida
Ao menos o Senhor ajuda
Manda chuva pro sertão.





Francis Gomes

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011


Salve, Salve meus amigos, e leitores. Saudações literária a todos. Graças a Deus, em 2011 finalmente sairá o livro do poeta, escritor e cordelista, Francis Gomes,  fechei contrato com a editora e o livro já esta em produção. Provavelmente o lançamento será para o mês de Abril, mas vamos ver, ouviram muito e leram muito sobre o assunto  até o lançamento. O importante é que o livro já está em produção, e finalmente com a graça de Deus sairá em breve.


Abraço a todos.

Francis Gomes.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

ELA É A COMO EU SOU.

Minha poesia



Minha poesia não tem,  fineza alguma
Nem técnica nenhuma, pra ser estudada
Mas tem a bravura,  do homem da roça
Nasceu na palhoça, mas é educada.

É simples singela,  até na estética
Não segue uma métrica, de versificação
Versos brancos, soltos  sem ritmo
Muito barbarismo, e também colisão.

Alguns  apresentam, anfibologia
Também  cacofonia,  e obscuridade
Mas é forte e duro, corta igual navalha
Sobretudo se espalha, por mato e cidade.

Minha poesia é assim, bem subjetiva
Mas objetiva,  nada é casual
É  simples, bem pobre
Mas se torna nobre no ponto final.


Francis Gomes

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Meu estilo


Eu gosto de andar de encontro ao vento...
Dando passos lentos,
Sem pressa nenhuma.
Parando aqui, acolá...
Onde eu quiser parar
Sem obrigação alguma.

Sem  hora marcada pra sair ou voltar,
Sem ter que explicar,
O que fiz ou deixei de fazer.
Sem ter que dá conta por onde andei
Porque demorei
Sem ninguém para me aborrecer.

Sem exigir ou ser exigido,
Sem ser comprometido,
Com isso ou aquilo...
Andar por aí, pra lá e pra cá,
Contando estrelas olhando o luar,
Este é meu estilo.

E a minha vida é assim...
Não cobro ninguém, ninguém cobra de mim,
Sou livre pra ir e voltar,
Eu gosto de andar de encontro ao vento,
Sempre em passos lentos,
Parando aqui, acolá, onde eu quiser parar.





Francis Gomes
A mulher que eu quero



Nestes versos espero
A mulher que eu quero
Poder descrever
Se tiver candidatas
Podem mandar cartas
Que eu vou responder

Mas vou adiantando
Pra quem está pensando
Não sou um cara rico
Não falo mentira
Alem de caipira
Eu não sou bonito

Não sou um artista
Nem dou entrevista
Pra televisão
Trabalho em roçado
Cuidando do gado
Mas não sou o patrão

Não sou importante
Nem sou um gigante
Da literatura
Mas na área do amor
Eu sou professor
De carinho e ternura

Internet não tenho
Porque de onde venho
Nada é virtual
Não dou telefone
Pra saber meu nome
Só no mundo na real

Se tiver candidatas
Podem mandar cartas
Porque tenho urgência
Bairro felicidade
Rua da amizade
É minha residência


 




Francis Gomes

domingo, 2 de janeiro de 2011

QUEM QUISER QUE PROCURE.

Cochimbrema

Sei que não sou um poeta
Também não sou  trovador
Muito menos repentista
Tão pouco sou cantador
Às vezes de tempo em tempo
Quando me sobra tempo
Me passo por escritor

Na vida escrevi de tudo
Que possa imaginar
Já fiz pessoas sorrirem
E outras eu fiz chorar.
Para quem não acredita
Tudo através da escrita
Meu modo de se expressar.

Tenho uma coisa comigo
Não sei se certo ou errado
Aquilo que não tem jeito
Pode ser modificado
Se ser feio não é bonito
Particularmente acredito
No mínimo é engraçado.

E pra falar de feiúra
É que eu venho escrever
Sobre uma palavra feia
Que eu ouvir alguém dizer
Por mais que eu tenha tentado
O verdadeiro significado
Não consegui entender.

Uma tal de COCHIMBREMA
Que eu não sei o que é
Não sei se fala de homem
Ou se fala de mulher
Se é algum palavrão
Se é coisa feia ou não
De onde veio nem como é.

Não sei se é outro idioma
Uma palavra estrangeira
Se é algum elogio
Ou é alguma besteira
Se  é de origem indígena
Ou talvez algum enigma
Coisa falsa ou verdadeira.

Não sei se é nome de santo
Que alguém já fez promessa
Se é  quem anda devagar
Ou alguém com muita pressa
Se fala da vida alheia
Só sei que a palavra é feia
E isso é o que interessa.

Mas quero deixar bem claro
Para quem me perguntar
Eu não sei como surgiu
Nem quem veio isto inventar
Só sei que vivo a ouvir
É cochimbrema pra aqui
É cochimbrema pra lá.

Eu vou falar a verdade
Pra tornar isso mais breve
Não sei o que quer dizer
Nem mesmo como se escreve
Se com x ou ch
Quem quiser vá procurar
O poeta não se atreve.

Mas eu vou logo avisando
Para o que for procurar
Se por motivo de sorte
Se por acaso encontrar,
O  que quer dizer cochimbrema
Fique com seu problema
Não precisa me falar.

Peço para os colegas
Companheiros e amigos
Não fiquem aborrecidos
Nem fiquem bravos comigo
E como eu  não fiz nada
Portador não merece pancada
Nem inocente castigo.

Mas  escrevo sobre tudo
Sobre a vida e seus dilemas
Sobre as coisas boas
E também sobre os problemas
Mas não fui eu que criei
Muito menos inventei
Esta tal de cochimbrema.

Não sou o pai da criança
E também não sei quem é
Não sei se fala de homem
Nem se fala de mulher
E se por  acaso eu soubesse
Mesmo que me pagasse
Eu não falava o que é.


Francis Gomes

sábado, 1 de janeiro de 2011

UM ANO NOVINHO EM FOLHA

Sempre haverá um amanhã


Chegou o tão esperado 2011, é hora de recomeçar, renovar as forças,  a esperança, e fé em Deus. É chegada à hora de acreditarmos em Deus e em nós mesmo, que Ele nos ama e nos ajudará  vencer cada barreira, cada obstáculo que encontrarmos em nosso caminho. A vida é sempre assim, às vezes inquieta às vezes calma, cheia de momentos alegres e tristes cheia de vitórias e algumas derrotas que na maioria das vezes nos fortalece e nos faz mais humanos. Por isso o mais importante é não desistir nunca, não parar de sonhar e jamais deixar de agradecer por tudo que o Senhor nos concede a cada dia.
Nesta vida, onde encontramos tantas barreira, tantos espinhos em nossos caminhos, e que muitas vezes o dia é nublado, à noite, a lua não aparece. E quando faceira, linda e deslumbrante insiste em despontar por traz dos montes, uma nuvem escura teimosa e sem destino certo não permite que possamos ver e admirar sua beleza encantadora.
O ser humano, também é assim no seu interior, tem dias que o sol não sai, as noites são sempre escuras, nada de lua, nada de luz, nada de alegria. Parece que tudo dá errado e a vida não tem sentido.
Mas quando isso acontecer, lembre-se:
Sempre haverá um próximo segundo,
Um próximo minuto
Uma próxima hora.
Sempre haverá um novo dia,
Uma nova semana,
E um novo ano para recomeçar.
Sempre haverá uma nova chance,
Uma nova oportunidade.
Porque sempre houve e para sempre haverá um Deus supremo.
E alem disso em qualquer lugar do mundo,
Haverá alguém que te ama, alguém chorando ou sorrindo por você.
O importante é nunca desistir, porque nunca estará sozinho.
Enquanto houver vida, há esperança e enquanto houver esperança é sinal que nosso coração pulsa, e pulsa, e pulsa, por viver, e ser feliz. Porque sempre haverá um amanhã quer faça sol ou chuva.


Francis Gomes