sábado, 21 de agosto de 2010

Pavio da cultura na Bienal 2010

Meus amigos e amigas, por causa da correria não tive tempo de falar sobre o sarau, pavio da cultura que apresentamos na Bienal do livro 2010, no último dia 17, foi muito bom, teve música, poesia e cordel.
para aqueles que ainda acham que a literatura, só existe nos grandes centros, a periferia se apresenta nos grandes centros e da um show.

vejam algumas fotos.

abraços a todos.




Márcio Sam, Nelson Olavo e o brother Sacolinha.



Débora Garcia, e seu mundo misterioso


o público empolgado


Francis Gomes


o Show final

 


















segunda-feira, 16 de agosto de 2010

As palavras revelam a alma.

Meu canto





Alguns amigos me chamam de poeta
E outros me chamam cordelista
Meus parentes me chamam por meu nome
Mas o meu povo me chama de artista.

É por isso que eu canto o meu povo
Suas dores, alegrias e tristezas
Não escondo os indecoros que existe
Mas me esforço para cantar as belezas

Desta terra desprovida de um rei
Onda a lua toda noite faz clarão
E o sol impetuoso fere forte
Como carrasco deste povo e deste chão.

Mas este povo, esta nação sem bandeira
É como o sol rompendo a aurora a cada dia
Muitas vezes são deuses de si mesmos
Infelizes estandartes da alegria,

Impávidos heróis sem honra ao mérito
Gênios que a pátria não os reconhecem
Filhos legítimos de um rei
Bastardos na miséria em que perecem

Em uma terra rica por si mesma,
Cheia de fontes, rios, açudes e mar
Céu azul, sol brilhante, verdes colinas
Noite estrelada e uma lua a clarear

E nesta terra é possível ver a aurora
E o arrebol que forma o sol ao entardecer
Ouvir cantar, cigarras, grilos e passarinhos
E ver vadios pirilampos ao anoitecer

Por isso canto cada canto desta terra
Os campos, as selvas, a luz, o escuro
Canto este solo, este povo bravio
Livre pra morrer sem ter futuro

Se cantar a minha terra é loucura
E ser poeta patriota é ser maldito
Me desculpem outras terras outros povos
Mas só a morte pode calar o meu grito

Porque não existe uma terra mais bonita
Nem existe um povo tão valente
Quem quiser que cante sua terra
Eu, porém canto a minha e minha gente.



Francis Gomes

 
 
 

 
 
 
 
 
 

Hora maldita



Se a saudade matasse este caipira
Que deixou sua terra há tantos meses
Apesar de morte ser só uma
Eu teria morrido muitas vezes

Mas a saudade não mata só machuca
E a gente fica sem saber o que se faz
Tento esquecer para ver se diminui
Isto só serve pra saudade aumentar mais

Sufoca o peito me dá um nó na garganta
É um negócio esquisito por demais
Pois não há nada mais triste neste mundo
Que ser sozinho e viver longe dos pais

Então eu penso que maldita foi a hora
Que iludido eu deixei meu pé de serra
Me aventurando buscando a felicidade
Pra viver triste e infeliz em outra terra.



Francis Gomes

A onde a literatura nos leva

As vezes ponho-me a pensar, na minha vinda sofrida no interior do Ceará mais precisamente Farias Brito, apesar de ter nascido em um pequeno sítio, município de Assaré, vivi mais tempo em Farias Brito.
Volto ao passado e vejo a imagem de um jovem pobre, simples, trabalhando na roça com o pai, cheio de sonhos, pouca esperança, mas por vontade de Deus, nasceu poeta.
Em busca de algo que nem mesmo sabia o que, deixei meus pais, meus verdadeiros heróis, para tentar a vida me outras terras, trazendo no peito  muitas saudades, e um dom, de escrever, e escrevendo tento ser patriota, falar da minha terra, do meu nordeste do meu Farias brito. E com este pensamento sei que não venci, ainda, mas a literatura me levou a conhecer pessoas importantes, escritores ronomados e fazer grandes amigos, e este amigos, e estes escritores tenho o prazer de compartilhar com todos.
            Algumas fotos dos meus grandes amigos, e parceiros nas letras, e algus escritores.

Francis e Marcelino Freire escritor Pernabuno

Francis Gomes e o escritor Zuani Ventura

Francis Gomes na oficina literária com o escritor Zueni ventura

Meus amigos, irmãos a Familia que a literatura me deu.

Francis Gomes e o ator Rui Ricardo, o ator que fez o papel de lula no filme LULA UM FILHO DO BRASIL.

Francis Gomes e o ator global Paulo Betti

Francis Gomes e Paulo Betti


Francis Gomes o escritor Rubens Paiva, e meus amigos poeta e escritores
GUEL BRASIL, MANO CÁKIS, NELSON OLAVO E SACOLINHA.

domingo, 15 de agosto de 2010

Mano Cákis, Em Somos nós



Este é Mano Cákis, um sobrevivente como ele mesmo se declara, um brother, parceiro de luta na arte e no incentivo a leitura, levando a literatura as periferias e aos centros da cidade, Mano Cákis, um exemplo de luta e vitória, é uma honra ser seu brother.

Entrevista nos Bastidores 1ª Edição (parte 1)

Pavio da cultura

Galera neste último sábado o Centro cultural Francisco Carlos Mouriconi bombou, o pavio da cultura tava de mais, muita música, poesias, até o coral do Parque Maria Elena deu o ar da graça e foi show.
Não bastando tudo isso o Grande Escritor Sacolinha iniciou a caravana de lançamento dos seus Livros, PERIPÉCIAS DE MINHA INFÂNCIA E ESTAÇÃO TERMINAL, que será feito em mais de vinte e oito saraus em todo estado de São Paulo.
O Auditório lotou, a galera vibrou, aplaudiu, chorou foi emocionante, pena que tenho poucas fotos do evento, tava na correria não tive muito tempo para fotografar, mas as poucas que tenho vou compartilhar com vocês.


Abraços a todos.


Mano Cákis

Eu fazendo a poesia Meu pai, meu orgulho

Francis Gomes, loucura

O público vibra com o cordel, Aventuras de um caipira


Vala meu Deus o que é isto!


Ele é de mais, ninguém esconde o sorriso

E dale Caipira aventureiro

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Amigos, são amigos.

    Quero agradecer em publico a este meu amigo poeta e artista Wald Ferreira, e minha amiga poeta escritora Débora Garcia, por serem os primeiros seguidores deste simples poeta por meio do meu blog, obrigado amigo e amiga. um abraços deste simples poeta, que também vos admira.



Francis Gomes

PATATIVA DO ASSARÉ


            QUEM VER ESTA IMAGEM, NÃO ACREDITA QUE ESTE HOMEM FOI          UM GÊNIO NA LITERATURA DE CORDEL


Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré, nasceu numa pequena propriedade rural de seus pais em Serra de Santana, município de Assaré, no sul do Ceará, em 05-03-1909. Filho mais velho entre os cinco irmãos, começou a vida trabalhando na enxada. O fato de ter passado somente seis meses na escola não impediu que sua veia poética florescesse e o transformasse em um inspirado cantor de sua região, de sua vida e da vida de sua gente. Em reconhecimento a seu trabalho, que é admirado internacionalmente, foi agraciado, no Brasil, com o título de doutor "honoris causa" por universidades locais. Casou-se com D. Belinha, e foi pai de nove filhos. Publicou Inspiração Nordestina, em 1956. Cantos de Patativa, em 1966. Em 1970, Figueiredo Filho publicou seus poemas comentados Patativa do Assaré. Tem inúmeros folhetos de cordel e poemas publicados em revistas e jornais. Sua memória está preservada no centro da cidade de Assaré, num sobradão do século XIX que abriga o Memorial Patativa do Assaré. Em seu livro Cante lá que eu canto cá, Patativa afirma que o sertão enfrenta a fome, a dor e a miséria, e que "para ser poeta de vera é preciso ter sofrimento".






O texto acima foi extraído do livro "Ispinho e Fulô", editado pela Universidade Estadual do Ceará/Prefeitura Municipal de Assaré - 2001, pág. 182.

O HOMEM, O MITO, A GLÓRIA A SIMPLICIDADE

  O homem, o mito, o gênio, a simplicidade  transformada em glória, um homem da terra, um caipira, matuto como se dizia ser, mas um poeta acima de tudo,  não um simples poeta, uma voz que elevou o nordeste, foi o grito de um povo sofrido e orgulho de uma nação. Patariva do Assaré, me faz sentir orgulho de ser nordestino, de ser poeta e cordelista, tentar descrer um pouco do nordeste  e declarar nos meus texto to meu amor, patriotismo e orgulho de ser nordestino e nascer na mesma cidade onde, nasceu este Gênio, andar pelas mesmas veredas, defender o mesmo povo, falar do mesmo sofrimento e alegria de nossa gente.

Francis Gomes.


VEJA ALGUMAS FOTOS DESTE ORGULHO NORDESTINO, PATATIVA DO ASSARÉ

A casa simples onde viveu

O verdadeiro poeta
                                                                 cantando seus versos
                                                           A estátua de Patativa

O GÊNIO, PATATIVA DO ASSARÉ

O Castigo do Vaidoso



Quando ele viu um cabelinho branco
Na sua negra e farta cabeleira,
Disse, com raiva e cheio de canseira:
Demora, diabo, que eu te pego e arranco!


Porém, o tempo, sério, rijo e franco,
Que não gosta daquela brincadeira,
Da planície o levou para a ladeira
E colocou bem no cimo do barranco.


E hoje o vaidoso, sem consolo, chora,
Bem diferente do que foi outrora,
Doente e magro qual um esqueleto.


Com um espelho quando se depara
Triste e choroso, sem prazer repara
Se ainda tem algum cabelo preto




Patativa do Assaré