sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sacolinha, o escritor do momento

O amor


Olhando pra mim mesmo não entendo
Como amo sem saber o que será,
De alguém para o qual eu não existo
E um amor que eu sei nunca virá,

Como pode alguém ser louco a este ponto
De amar uma coisa que não há
E desejar de todo coração
Algo que nunca existirá!

Por isso penso que um amor devia ser
Como livros que se guarda em prateleira
E a gente escolhe aquele que quer ler,

Organizados por títulos em fileira,
Optamos pelo que dá mais prazer
E o que não dá deixa guardado a vida inteira.





Francis Gomes



quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Eu preciso





Eu preciso esquecer o meu passado
Eu preciso de um remédio
Que cure a minha dor

Eu preciso apagar a minha história

Mandar a tristeza embora
Seja isso como for

Eu preciso de um motivo pra viver
Algo que me faça crer
Numa  vida deferente,
Eu preciso, crer que não chegou o fim,
Preciso pensar em mim,
De maneira coerente

Eu preciso ver o mundo de outra forma
Algo que quebre as normas,
Do meu próprio coração;
Eu preciso vencer o meu inimigo,
Preciso lutar comigo
E vencer esta paixão.

Eu preciso ser mais forte do que sou
Preciso vencer o amor,
O mais sublime sentimento
Eu preciso te arrancar do meu peito
Preciso arrumar um jeito
De acabar este tormento

Eu preciso ver as coisas acontecer
Quem sabe eu posso entender
Melhor a realidade
Eu preciso entender melhor a vida
Encontrar uma saída
Pra minha felicidade.






  Francis Gomes

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Meus Queridos, o natal se aproxima, é uma época para refletirmos, pensar no futuro, no que faremos e principalmente no que fizemos, para corrigir nossos erros e tentarmos ser feliz.
Abaixo um pequeno poema que realmente nos faz refletir.




Órfão


Observo luzes piscando em vários lugares.
Em edifícios, em casas, em árvores.
Formando figuras em diversas cores.
Verdes, azuis, vermelhas, amarelas,
Em forma de anjos, estrelas, sinos e velas.
Enquanto martirizo-me nos meus dissabores.

Crianças em suas casas olham para o céu...
Pedem não a Deus, mas a papai Noel,
O presente de sua ilusão.
Todavia eu, sem casa, sem lar,
Suplico, imploro, para ver se alguém me dá,
Um miséro pedaço de pão.

Quem pode, compra pernil, peru para a ceia.
Vinho, champanhe, tudo que a carne anseia.
Viaja, festeja, comemora.
E eu, sem amigos, sem família, sem ninguém,
A espera de um presente que não vem,
Sem honra vou mendigando pelo o mundo afora.

Uns compram, não porque precisam, por vaidade.
Eu, eu vendo minha dignidade,
Pelo o preço que a fome cobra.
E fazendo parte deste abandono,
Sinto-me um cão esquecido pelo o dono,
Comendo das migalhas que lhe sobra.

Todos, todos olham as luzes piscando,
Mas para mim, quem está olhando?
Eu me pergunto olhando para o céu.
Senhor, Senhor não me queira mal,
Observe, observe Senhor, é época de natal,
Mas onde está meu papai Noel?

Ah! Perdoe-me, é que às vezes eu esqueço,
Que ele não sabe meu endereço,
E por isso não pode me atender.
É que nesta angustia que me abrasa,
Eu esqueço que não tenho casa,
Nem chaminé por onde ele possa descer.

Todos, todos tem o direito de nascer,
Tem o direito de viver
Mas ninguém tem o direito de ser esquecido.
Se eu soubesse que viver era tão ruim,
Que até papai Noel se esqueceria de mim,
Eu juro, juro que não queria ter nascido.

Por que, por que, que mamãe não me abortou?
Já que ao nascer me abandonou,
Como se eu fosse à perdição de sua vida!
Porque melhor me fora não ter nascido,
Do que nascer para depois ser esquecido,
Como uma coisa que alguém deixa caída.

Mas eu nasci, nasci, e agradeço ao Senhor,
Pois eu penso, se Ele me enviou...
É porque tenho uma missão para cumprir.
É verdade para muitos nem existo,
Mesmo assim, eu agradeço a Jesus Cristo,
Pelo simples direito de existir.




Francis Gomes

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Antes II




Antes que eu ouça a voz do silêncio em noites caladas,
Por meio dos uivos arrepiantes da solidão
Antes que a saudade me açoite nas madrugadas,
Preciso matar o imortal amor do meu coração.

Antes que chegue o fim de infinitas estradas,
Onde o infinito é somente do amor a ilusão,
De duas almas que andam de mãos dadas
Sem saber que vos esperam uma separação...

Antes que eu sofra como sofre os apaixonados,
Quando a tristeza corta seus corações,
E eu venha chorar, como choram os desprezados,

Por se entregarem à simples paixões,
Tornando-se almas e corações quebrados;
Fulgirei para não sofrer do amor as ilusões.




Francis Gomes

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Fantasia



Eu queria tocar o seu corpo te acariciar...
Eu queria falar em seu ouvido palavras de amor,
Eu queria falar que te amo,
Por você dou a minha vida!
Eu queria que você soubesse
Que sem você a vida entristece
Não tem alegria

Eu queria fazer um mundo de felicidade
E construir um castelo de amor para nós dois morar
E  no castelo plantar um jardim,
Com rosas lindas para perfumar
E no jardim te encher de carinhos
E em seu ouvido sussurrar baixinho
Como é bom te amar

Mas na verdade isso é um sonho tudo é fantasia
Na realidade você nem percebe os meus sentimentos
De qualquer forma você é a lua,
E  o sol que brilha e clareia meu dia
Foi pra você que fiz esta canção
O seu amor me deu inspiração
Escrevi a letra fiz a melodia

Francis Gomes