sexta-feira, 8 de novembro de 2013
A MÚSICA PONTO G EM NOVO VÍDEO
AGORA SIM DESTA VEZ FICOU SHOW A MÚSICA PONTO G, COM O VÍDEO NA VOZ DO MEU AMIGO E POETA CÍCERO JACÓ. VALE A PENA CURTIR.
BEIJOS NO CORAÇÃO DE TODOS
BEIJOS NO CORAÇÃO DE TODOS
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Cochimbrema
Sei
que não sou um poeta
Também
não sou trovador
Muito
menos repentista
Tão
pouco sou cantador
Às
vezes de tempo em tempo
Quando
me sobra tempo
Me
passo por escritor
Na
vida escrevi de tudo
Que
possa imaginar
Já fiz
pessoas sorrirem
E
outras eu fiz chorar.
Para
quem não acredita
Tudo
através da escrita
Meu
modo de me expressar.
Tenho
uma coisa comigo
Não sei
se certo ou errado
Aquilo
que não tem jeito
Pode
ser modificado
Se ser
feio não é bonito
Particularmente
acredito
No
mínimo é engraçado.
E pra
falar de feiúra
É que
eu venho escrever
Sobre
uma palavra feia
Que eu
ouvir alguém dizer
Por
mais que eu tenha tentado
O
verdadeiro significado
Não
consegui entender.
Uma
tal de COCHIMBREMA
Que eu
não sei o que é
Não
sei se fala de homem
Ou se
fala de mulher
Se é
algum palavrão
Se é
coisa feia ou não
De
onde veio nem como é.
Não
sei se é outro idioma
Uma
palavra estrangeira
Se é
algum elogio
Ou é
alguma besteira
Se é de origem indígena
Ou
talvez algum enigma
Coisa
falsa ou verdadeira.
Não
sei se é nome de santo
Que
alguém já fez promessa
Se
é quem anda devagar
Ou
alguém com muita pressa
Se
fala da vida alheia
Só sei
que a palavra é feia
E isso
é o que interessa.
Mas
quero deixar bem claro
Para
quem me perguntar
Eu não
sei como surgiu
Nem
quem veio isto inventar
Só sei
que vivo a ouvir
É
cochimbrema pra aqui
É cochimbrema
pra lá.
Eu vou
falar a verdade
Pra
tornar isso mais breve
Não
sei o que quer dizer
Nem
mesmo como se escreve
Se com
x ou ch
Quem
quiser vá procurar
O
poeta não se atreve.
Mas eu
vou logo avisando
Para o
que for procurar
Se por
motivo de sorte
Se por
acaso encontrar,
O que quer dizer cochimbrema
Fique
com seu problema
Não
precisa me falar.
Peço
para os colegas
Companheiros
e amigos
Não
fiquem aborrecidos
Nem
fiquem bravos comigo
E como
eu não fiz nada
Portador
não merece pancada
Nem
inocente castigo.
Mas escrevo sobre tudo
Sobre
a vida e seus dilemas
Sobre
as coisas boas
E
também sobre os problemas
Mas
não fui eu que criei
Muito
menos inventei
Esta
tal de cochimbrema.
Não
sou o pai da criança
E
também não sei quem é
Não
sei se fala de homem
Nem se
fala de mulher
E se
por acaso eu soubesse
Mesmo
que me pagasse
Eu não
falava o que é.
Francis Gomes
Segundo alguns especialistas COCHIMBREMA significa
CO- corno
CHI- chifre
M_ mulher
BREMA- vem da palavra
problema.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
PAZ E AMOR- NELSON OLAVO
MARCA REGISTRADA EM TODOS OS SARAUS, E PRATICAMENTE O HINO DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL LITERATURA NO BRASIL MÚSICA PAZ E AMOR DO POETA NELSON OLAVO.
Ponto G
UMA LINDA CANÇÃO DA VOZ DO GRANDE POETA E REPENTISTA CÍCERO JACÓ, UM FARIASBRITENSE AMIGO, DIVULGADOR E APAIXONADO PELA NOSSA CULTURA.
FOTOS DO SARAU O QUE DIZ OS UMBIGOS NO ESPAÇO DOS CONTADORES DE MENTIRA 04/11/2013
Mais uma tarde, noite de festa onde a arte e a cultura bateram palmas para a liberdade de expressão e o direito a um lugar para chamar de nosso.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
TÔ SOLTEIRO
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Trechos do cordel O SERTANEJO, uma aula sobre o nordeste. SE VOCÊ NÃO CONHECE EU TE APRESENTO O PARAISO
O Sertanejo
Sei
que não vou fazer feio
Pois
só sei fazer bonito
Eu
nasci em Assaré
Vivi
em Farias Brito
E
conheci Patativa
Poeta
de voz ativa
Que
do sertão era o grito
Por
isso quero falar
Nesta
mesma ocasião
O
cordel o sertanejo
De
minha própria invenção
Um
cartão de boas vindas
Falando
das coisas lindas
Que
existe no meu sertão
Seu
doutor sou sertanejo
Num
sei ler mais eu pelejo
Fazer
meu verso rimado
Às
vezes num sai direito
A
rima num sai perfeito
E
o verso fica quebrado.
Patativa
do Assaré
Nosso
poeta de fé,
Que
Deus tenha lá em cima.
Disse
que no mês de maio
Nasce
um verso em cada gaio,
E
em cada flor uma rima.
Que
poeta de valor
Num
precisa professor
Pra
lhe ensinar a rimar.
Ser
poeta é dom e arte
Da
obra de Deus faz parte,
Quando
nasce Ele já dar.
Num
preciso de cultura,
Ciência
ou boa leitura,
Pra
falar do meu sertão.
Tenho
tudo que preciso,
Pois
é mesmo um paraíso
O
meu pedaço de chão...
...Sei
o nome de cada mato:
Mofumbo
unha -de -gato,
Aveloz
e marmeleiro,
Jurema,
angico, aroeira,
O
velame a catingueira
A
melosa e o salgueiro.
Muitos
tipos de cipó,
Pau
pereiro, pau mocó,
Que
é verde a seca inteira.
Oiticica
e jatobá,
Madeira
nova, e sabiá
Sem
falar da cajazeira.
Os
três tipos ipê
E
falo pra vosmecê
Com
toda sinceridade
Que
quando eles florescem,
Seu
moço até parecem
O
trono da divindade...
...E
as nossas árvores fruteiras?
Seriguelas,
mangueiras,
Pitombeiras,
cajueiros,
Graviola,
pinha, condessa,
E
antes que eu esqueça,
Vários
tipos de umbuzeiros.
Sei
que num sabe o que é,
Mas
tem o coco catolé,
Que
só se encontra no serrado.
Onde
a terra é mais molhada,
E
a mata é mais fechada,
Do
que é pelo baixado.
Também
tem a carnaúba,
Goiabeira,
macaúba,
Mutamba
e tamarina.
Ameixa
e limão da terra,
E
ás vezes no pé da serra,
Algum
pé de tangerina...
...Dos
Passarim cantador
Que
vosmecê seu doutor
Num
sabe nem se existe.
Eu
conheço todos eles
E
também o canto deles
Desde
o alegre ao mais triste.
Tem
anum e bacurau
João
de barro e pica - pau
O
nambu e a juriti.
O
rouxinol do telhado,
O
gavião do serrado,
Codorniz
e o bem-te-vi.
Além
do bico de osso,
Existe
também seu moço
O
azulão de urtiga.
Também
o galo campina,
O
uirapuru da colina,
Que
é o rei da cantiga.
Dois
tipos de sabiá
Que
quando canta por cá,
Inveja
qualquer cantor.
O
careta, o coleirinha,
Lavadeira
e andorinha,
E
também o beija flor.
Canários
e pinta-silva
Araras
e patativa
Asa
branca e pardais.
Fura
barreira e xexéu
Sanhaço,
vêm-vêm e tetéu
Crespinas
e muito mais...
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