quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Cochimbrema
Sei que não sou um poeta
Também não sou  trovador
Muito menos repentista
Tão pouco sou cantador
Às vezes de tempo em tempo
Quando me sobra tempo
Me passo por escritor

Na vida escrevi de tudo
Que possa imaginar
Já fiz pessoas sorrirem
E outras eu fiz chorar.
Para quem não acredita
Tudo através da escrita
Meu modo de me expressar.

Tenho uma coisa comigo
Não sei se certo ou errado
Aquilo que não tem jeito
Pode ser modificado
Se ser feio não é bonito
Particularmente acredito
No mínimo é engraçado.

E pra falar de feiúra
É que eu venho escrever
Sobre uma palavra feia
Que eu ouvir alguém dizer
Por mais que eu tenha tentado
O verdadeiro significado
Não consegui entender.

Uma tal de COCHIMBREMA
Que eu não sei o que é
Não sei se fala de homem
Ou se fala de mulher
Se é algum palavrão
Se é coisa feia ou não
De onde veio nem como é.

Não sei se é outro idioma
Uma palavra estrangeira
Se é algum elogio
Ou é alguma besteira
Se  é de origem indígena
Ou talvez algum enigma
Coisa falsa ou verdadeira.

Não sei se é nome de santo
Que alguém já fez promessa
Se é  quem anda devagar
Ou alguém com muita pressa
Se fala da vida alheia
Só sei que a palavra é feia
E isso é o que interessa.

Mas quero deixar bem claro
Para quem me perguntar
Eu não sei como surgiu
Nem quem veio isto inventar
Só sei que vivo a ouvir
É cochimbrema pra aqui
É cochimbrema pra lá.

Eu vou falar a verdade
Pra tornar isso mais breve
Não sei o que quer dizer
Nem mesmo como se escreve
Se com x ou ch
Quem quiser vá procurar
O poeta não se atreve.

Mas eu vou logo avisando
Para o que for procurar
Se por motivo de sorte
Se por acaso encontrar,
O  que quer dizer cochimbrema
Fique com seu problema
Não precisa me falar.

Peço para os colegas
Companheiros e amigos
Não fiquem aborrecidos
Nem fiquem bravos comigo
E como eu  não fiz nada
Portador não merece pancada
Nem inocente castigo.

Mas  escrevo sobre tudo
Sobre a vida e seus dilemas
Sobre as coisas boas
E também sobre os problemas
Mas não fui eu que criei
Muito menos inventei
Esta tal de cochimbrema.

Não sou o pai da criança
E também não sei quem é
Não sei se fala de homem
Nem se fala de mulher
E se por  acaso eu soubesse
Mesmo que me pagasse
Eu não falava o que é.


Francis Gomes

Segundo alguns especialistas COCHIMBREMA significa
CO- corno
CHI- chifre
M_ mulher
BREMA-  vem da palavra problema.


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

PAZ E AMOR- NELSON OLAVO

MARCA REGISTRADA EM TODOS OS SARAUS, E PRATICAMENTE O HINO DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL LITERATURA NO BRASIL  MÚSICA PAZ E AMOR DO POETA NELSON OLAVO.

MARIANA

MAIS UMA LOUCURA DO POETA FRANCIS GOMES, QUE CANTA MARIANA NAS ESCURAS.

Ponto G



UMA LINDA CANÇÃO DA VOZ DO GRANDE POETA E REPENTISTA CÍCERO JACÓ, UM FARIASBRITENSE AMIGO, DIVULGADOR E APAIXONADO PELA NOSSA CULTURA.

FOTOS DO SARAU O QUE DIZ OS UMBIGOS NO ESPAÇO DOS CONTADORES DE MENTIRA 04/11/2013

Mais uma tarde, noite de festa onde a arte e a cultura bateram palmas para a liberdade de expressão e o direito a um lugar para chamar de nosso.

















sexta-feira, 1 de novembro de 2013

TÔ SOLTEIRO

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Trechos do cordel O SERTANEJO, uma aula sobre o nordeste. SE VOCÊ NÃO CONHECE EU TE APRESENTO O PARAISO

O Sertanejo

Sei que não vou fazer feio
Pois só sei fazer bonito
Eu nasci em Assaré
Vivi em Farias Brito
E conheci Patativa
Poeta de voz ativa
Que do sertão era o grito

Por isso quero falar
Nesta mesma ocasião
O cordel o sertanejo
De minha própria invenção
Um cartão de boas vindas
Falando das coisas lindas
Que existe no meu sertão

Seu doutor sou sertanejo
Num sei ler mais eu pelejo
Fazer meu verso rimado
Às vezes num sai direito
A rima num sai perfeito
E o verso fica quebrado.


Patativa do Assaré
Nosso poeta de fé,
Que Deus tenha lá em cima.
Disse que no mês de maio
Nasce um verso em cada gaio,
E em cada flor uma rima.

Que poeta de valor
Num precisa professor
Pra lhe ensinar a rimar.
Ser poeta é dom e arte
Da obra de Deus faz parte,
Quando nasce Ele já dar.

Num preciso de cultura,
Ciência ou boa leitura,
Pra falar do meu sertão.
Tenho tudo que preciso,
Pois é mesmo um paraíso
O meu pedaço de chão...

...Sei o nome de cada mato:
Mofumbo unha -de -gato,
Aveloz e marmeleiro,
Jurema, angico, aroeira,
O velame a catingueira
A melosa e o salgueiro.

Muitos tipos de cipó,
Pau pereiro, pau mocó,
Que é verde a seca inteira.
Oiticica e jatobá,
Madeira nova, e sabiá
Sem falar da cajazeira.

Os três tipos ipê
E falo pra vosmecê
Com toda sinceridade
Que quando eles florescem,
Seu moço até parecem
O trono da divindade...

...E as nossas árvores fruteiras?
Seriguelas, mangueiras,
Pitombeiras, cajueiros,
Graviola, pinha, condessa,
E antes que eu esqueça,
Vários tipos de umbuzeiros.

Sei que num sabe o que é,
Mas tem o coco catolé,
Que só se encontra no serrado.
Onde a terra é mais molhada,
E a mata é mais fechada,
Do que é pelo baixado.
Também tem a carnaúba,
Goiabeira, macaúba,
Mutamba e tamarina.
Ameixa e limão da terra,
E ás vezes  no pé da serra,
Algum pé de tangerina...

...Dos Passarim cantador
Que vosmecê seu doutor
Num sabe nem se existe.
Eu conheço todos eles
E também o canto deles
Desde o alegre ao mais triste.

Tem anum e bacurau
João de barro e pica - pau
O nambu e a juriti.
O rouxinol do telhado,
O gavião do serrado,
Codorniz e o bem-te-vi.

Além do bico de osso,
Existe também seu moço
O  azulão de urtiga.
Também o galo campina,
O uirapuru da colina,
Que é o rei da cantiga.

Dois tipos de sabiá
Que quando canta por cá,
Inveja qualquer cantor.
O careta, o coleirinha,
Lavadeira e andorinha,
E também o beija flor.

Canários e pinta-silva
Araras e patativa
Asa branca e pardais.
Fura barreira e xexéu
Sanhaço, vêm-vêm e tetéu
Crespinas e muito mais...


FOTOS DO SARAU NA ESCOLA E E HELENA ZERRENNER

UM BEIJO NO CORAÇÃO DE TODOS QUE TORNARAM ESTA FESTA SER REALIZADO E MUITO  MARAVILHOSA.